Última hora

Coreia do Norte ameaça território americano com mísseis

Fonte do exército norte-coreano revelou planos de um ataque às bases americanas em Guam, na Micronésia.

Em leitura:

Coreia do Norte ameaça território americano com mísseis

Tamanho do texto Aa Aa

A Coreia do Norte anunciou esta quarta-feira estar a considerar planos de um ataque com mísseis às bases militares dos Estados Unidos em Guam, um território norte-americano não incorporado localizado 3500 quilómetros a leste da Coreia do Norte, na Micronésia, em pleno oceano Pacífico ocidental.

O governador de Guam, Eddie Calvo, descartou contudo esse eventual ataque anunciado após a ameaça de Donald Trump a Pyongyang com “o maior fogo, fúria e poder jamais vistos no mundo” caso o regime de Kim Jong-Un continue a provocar.


“Quero tranquilizar o povo de Guam de que atualmente não há ameaças à nossa ilha ou à das Marianas”, afirmou o governador de Guam, ao diário Pacific Daily News.

A ameaça norte-coreana partiu de um porta-voz do respetivo exército e apontou diretamente a Guam, num eventual ataque com mísseis de médio/ longo alcance com o objetivo de “conter as principais bases estratégicas americanas naquela ilha do Pacífico, “incluindo a de Andersen”, lê-se num despacho da agência KCNA.


Eddie Calvo disse ter falado do assunto com responsáveis da Casa Branca e do Pentágono. O governador de Guam sublinha o estatuto da ilha e a presença, ali, de americanos.

“Um ataque ou uma ameaça a Guam é um ataque ou uma ameaça aos Estados Unidos. Foi prometido a defesa da América e quero recordar os meios de comunicação de que Guam é território americano. Temos 20 mil soldados americanos em Guam e nas Marianas. Não somos apenas uma instalação militar”, afirmou Eddie Calvo.


As mais recentes provocações da Coreia do Norte surgiram após a aprovação pelas Nações Unidas de mais um pacote de sanções que visa reduzir as receitas das exportações norte-coreanas.

As sanções foram justificadas pelo lançamento de dois mísseis balísticos, em julho, pela Coreia do Norte.

Pyongyang responsabiliza Washington pela decisão da ONU e ameaçou retaliar com “ações físicas” contra posições dos Estados Unidos.