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Países vizinhos da Venezuela denunciam a instauração de "uma ditadura"


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Países vizinhos da Venezuela denunciam a instauração de "uma ditadura"

Doze dos 17 países americanos reúnidos em Lima, no Perú, esta terça-feira, declararam não reconhecer a Assembleia Constituinte que assumiu funções na Venezuela.

Num comunicado lido pelo ministro peruano dos Negócios Estrangeiros, Ricardo Luna, os chefes da diplomacia dos 12 afirmaram:

“O que se passou na Venzuela com o estabelecimento da Assembleia Constituinte é uma quebra definitiva do que tínhamos até agora, quer dizer, o derrube das instituições democráticas que vem acontecendo nos últimos tempos culminou e o que temos hoje na Venezuela é uma ditadura”.

A Assembleia Constituinte tomou esta terça-feira, pela força, a sede do parlamento, com o recurso à Guarda Nacional Bolívariana. Os deputados do parlamento eleito em 2015 foram impedidos de entrar no edifício.

Um dos deputados da oposição, José Guerra, conta que foram apanhados de surpresa:

“Um contigente da guarda nacional, juntamente com a presidente da assembleia constituinte tomou de assalto – literalmente falando -, a sede do capitólio federal, onde funciona o parlamento venezuelano. De manhã eles tinham dito que iam sediar a assembleia constituinte no Teatro Municipal de Caracas mas, aparentemente, não cumpriram a palavra e tomaram o Capitólio Federal, que é onde funciona a assembleia nacional eleita pelos venezuelanos no ano 2015. Eleita por 14 milhões de venezuelanos e que é a instituição mais legítima da Venezuela”.

O objetivo dos membros da constituinte é redigir uma nova contituição, refundar o Estado venezuelano. A resolução que lhes atribui plenos poderes foi votada ontem, mas a oposição não tenciona baixar os braços, como relata o correspondente da euronews em Caracas, Eduardo Salazar Uribe:

“A oposição venezuelana anunciou que a tomada do edifício legislativo por parte da assembleia constituinte é outra violação clara das leis venezuelanas. Os deputados da oposição dizem que se lhes fôr negado o direito a sentar-se no parlamento, vão sentar-se nas ruas”.


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