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Volta a Portugal: Veloso triunfante em Viana do Castelo

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Volta a Portugal: Veloso triunfante em Viana do Castelo

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Gustavo Veloso (W52-FC Porto) aproveitou um erro do camisola amarela Raúl Alarcón para viver, no Santuário de Santa Luzia, o momento mais feliz na 79.ª Volta a Portugal em bicicleta e relançar-se na luta pela geral.

A tarefa do duplo vencedor da Volta a Portugal (2014 e 2015) era levar Raúl Alarcón até ao ponto mais alto de Viana do Castelo, para que o seu colega pudesse bonificar, no entanto o camisola amarela abriu de mais na última curva, empurrou o segundo classificado Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) contra as barreiras, e perdeu a roda do galego.

Quando Veloso espreitou para o lado, viu uma mancha vermelha, correspondente a Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé), e, aí, restou-lhe avançar para a vitória na etapa e para um novo fôlego na classificação geral, graças aos dez segundos de bonificação — já só está a 36 segundos do seu gregário e a um do seu amigo Alejandro Marque (Sporting-Tavira), o homem que a W52-FC Porto assumidamente mais teme.

Feliz como ainda não se tinha visto nesta Volta, Veloso voltou a negar que Alarcón seja o seu grande rival, lembrando que os adversários são outros, nomeadamente Nocentini, segundo a 25, e o vencedor da Volta 2013, quarto a 35.

“Mais do que tranquilizar, esta vitória sabe bem. Sabe bem ganhar, mas os objetivos continuam a ser os mesmos, a situação continua igual e é preciso ir vendo dia a dia o que o nosso diretor desportivo nos indica. O importante é continuar na luta, estar na frente”, confessou o galego de 37 anos, que hoje deu um passo decisivo para manter o estatuto de chefe de fila.

Até ao Santuário de Santa Luzia havia 179,6 quilómetros a percorrer desde Boticas, com a primeira das dificuldades da jornada a estar logo ao quilómetro 6,8. Com uma camisola para defender, João Matias (LA Alumínios-Metalusa-Blackjack) ‘sprintou’ na frente do pelotão para ser primeiro na contagem de terceira categoria de Montalegre e cimentar a liderança na classificação da montanha.

Só cerca de 30 quilómetros depois se formou a fuga do dia, por iniciativa de Luís Afonso (LA-Metalusa-Blackjack), Mikel Bizkarra (Euskadi-Murias) e Yann Guyot (Armée de Terre), com o trio a dispor de uma vantagem máxima de quatro minutos e a ser caçado já na aproximação a Viana do Castelo, quando a RP-Boavista, apostada em dar uma prenda a Rui Sousa na sua casa, acelerou no pelotão.

Tal como aconteceu na véspera, na Senhora da Graça, a ‘trituradora’ máquina ‘azul e branca’ estilhaçou o grupo, primeiro com Ricardo Mestre e depois com António Carvalho. Com os rivais nacionais a não se atreverem a contrariar o poderio da W52-FC Porto, e a permanecerem apáticos, sem lançar ataques, foi o camisola branca, o letão Krists Neilands (Israel Cycling Team) o único a atrever-se a saltar, merecendo prontamente um ‘chega para lá’ de Amaro Antunes.

Com a corrida perfeitamente controlada, a W52-FC Porto deu-se ao luxo de converter Veloso no lançador de Alarcón, mas o alicantino errou na trajetória e permitiu que o seu líder conquistasse a sua oitava vitória em etapas na Volta a Portugal.

Atrás do ‘Velhote’ cortaram a meta, com as mesmas 04:37.56 horas, García de Mateos e Daniel Mestre (Efapel), com os favoritos a chegarem todos no mesmo grupo, com exceção de Rui Sousa (RP-Boavista) e Sérgio Paulinho (Efapel) — furou e caiu a 50 quilómetros da meta —, que cederam sete segundos.

O ‘top 5’ da geral é, na véspera da sexta etapa, uma ligação de 182,7 quilómetros entre Braga e Fafe, uma verdadeiro duelo entre ‘dragões’ e ‘leões’, com Alarcón, Nocentini, Antunes (está a 29 segundos), Marque e Veloso separados por 36 segundos. O líder da Louletano-Hospital é o primeiro a destoar nesta hierarquia, na sexta posição, a 37.

(Lusa)