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Reeleito, Kenyatta estende a mão à oposição

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De  Antonio Oliveira E Silva
Reeleito, Kenyatta estende a mão à oposição

<p><strong>Com agências. Atualizado com declarações do vencedor.</strong></p> <p>O presidente eleito do Quénia, <strong>Uhuru Kenyatta</strong>, estendeu a mão à oposição, depois de confirmada, esta sexta-feira, a vitória nas presidenciais, pedindo união a todos os quenianos, mesmo àqueles que dizem rejeitar o resultado.</p> <p>“Candidato <strong>Raila Odinga</strong>, dirijome a ti, aos teus apoiantes. Trabalhemos juntos” disse o presidente eleito, depois de conhecido o resultado. <br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/BREAKING?src=hash">#BREAKING</a> Kenya’s president reaches out to rival, says ‘no need for violence’</p>— <span class="caps">AFP</span> news agency (@AFP) <a href="https://twitter.com/AFP/status/896094288626368512">11 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> “Sejamos pacíficos, partilhemos. Apertemos a mão ao nosso vizinho e aceitemos que as eleições acabaram e sigamos em frente”; continuou Kenyatta.</p> <p>Segundo a <strong>Comissão Eleitoral do Quénia</strong>, <strong>Uhuru Kenyatta</strong> conseguiu <strong>54,3%</strong> dos votos e o líder da oposição, <strong>Raila Odinga</strong>, conseguiu <strong>44,7%</strong>. </p> <p>O mesmo organismo assegurou que cerca de <strong>80%</strong> dos <strong>19 milhões</strong> de eleitores participaram no escrutínio.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/UPDATE?src=hash">#UPDATE</a> Kenyatta wins second term in Kenya election disputed by rival <a href="https://t.co/IRDWQd2w1o">https://t.co/IRDWQd2w1o</a> <a href="https://t.co/AIoxianNsR">pic.twitter.com/AIoxianNsR</a></p>— <span class="caps">AFP</span> news agency (@AFP) <a href="https://twitter.com/AFP/status/896105434871877632">11 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> A vitória do presidente provocou protestos a favor e contra do candidato em <strong>Nairobi</strong>, onde apoiantes da oposição, <strong>Raila Odinga</strong>, se envolveram em encontros com a polícia, mas também em diferentes localidades no este do país.</p> <p>Para conter os manifestantes que rejeitam os resultados, a polícia recorreu a gás lacrimogéneo. Foram ouvidos disparos nos bairros de lata de <strong>Mathare</strong> e <strong>Kawangare</strong>, na capital. Helicópteros patrulharam a região durante várias horas.</p> <p>Protestos que provocam o temor a que o país africano passe por novos episódios de violência, como os registados há uma década, quando cerca de 1200 pessoas morreram e milhares tiveram de abandonar as suas casas, numa série de episódios que culminou com confrontos e matanças étnicas.<br /> <br /> <strong>Oposição fala em fraude</strong><br /> <br /> A oposição denuncia a existencia de <strong>“fraudes”</strong> em todo o processo e que os números dados a conhecer num primeiro momento era “inventados”, pois, segundo “uma fonte no interior da comissão eleitoral” garantiu ao pessoal da coligação <strong><span class="caps">NASA</span></strong> que Odinga gozava de uma “vantagem considerável”. <br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/BREAKING?src=hash">#BREAKING</a> Riots, looting in Nairobi slum after Kenya poll results announced: <span class="caps">AFP</span></p>— <span class="caps">AFP</span> news agency (@AFP) <a href="https://twitter.com/AFP/status/896098231007854593">11 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> Não é a primeira vez que o candidato <strong>Raila Odinga</strong> denuncia umas presidenciais no Quénia, depois de perder nas urnas, o que aconteceu nas duas presidenciais anteriores. </p> <p>Segundo <strong>Musalia Mudavadi</strong>, da coligação que domina a oposição ao presidente eleito, foi denunciada a existência de irregularidades:</p> <p>“Assinalámos a existência de sérios problemas e não obtivemos resposta. A coligação <span class="caps">NASA</span> não deve participar no processo em curso”.</p> <p>A coligação poderia levar o caso aos tribunais quenianos.<br /> <br /> <strong>Rivalidades étnicas</strong><br /> <br /> Odinga é membro da etnia <strong>Luo</strong>, que domina no oeste do Quénia e cujos membros dizem estar excluídos dos círculos do poder no país. </p> <p>Kenyatta é membro da etnia <strong>Kikuyu</strong>, tal como o eram três dos quatros presidentes do Quénia desde que o país chegou à independência do Reino Unido, em <strong>1963</strong>.</p> <p>O Quénia é uma <strong>potência regional</strong> e económica na <strong>África Oriental</strong> e qualquer instabilidade no país afeta os vizinhos e influencia a atividade económica.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr"><span class="caps">IEBC</span> announces President <a href="https://twitter.com/UKenyatta"><code>UKenyatta</a> of <a href="https://twitter.com/JubileePartyK"></code>JubileePartyK</a> re-election <a href="https://twitter.com/hashtag/Kivumbi2017?src=hash">#Kivumbi2017</a><a href="https://twitter.com/hashtag/ElectionKE2017?src=hash">#ElectionKE2017</a> results <a href="https://t.co/6Q3ZUfGhq5">https://t.co/6Q3ZUfGhq5</a> <a href="https://t.co/hbEq58qgq0">pic.twitter.com/hbEq58qgq0</a></p>— The Standard Digital (@StandardKenya) <a href="https://twitter.com/StandardKenya/status/896096800540471296">11 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>