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Derrotado das presidenciais acusa Kenyatta de "roubar" eleição

Raila Odinga apelou a uma greve esta segunda-feira e promete falar ao país na terça-feira, acusando o Presidente reeleito de usar os militares contra o povo.

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Derrotado das presidenciais acusa Kenyatta de "roubar" eleição

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Com a tomada de posse do presidente reeleito no Quénia marcada para 29 de agosto, o principal derrotado nas eleições da passada terça-feira ameaça não deixar Uhuru Kenyatta levar por diante o que garante ser “outra vitória roubada.”

Tal como em 2013, Raila Odinga não admite a derrota e agora acusa Kenyatta de recorrer aos militares para oprimir o povo e até matar.


Entre os diversos comícios pós-eleições realizado este domingo, o candidato apoiado pela força da oposição NASA (sigla original da Super Aliança Nacional) visitou a família de uma menina de oito anos morta em Nairoibi por uma bala perdida.

A mãe da rapariga contou a Raila Odinga que a filha “tinha ido para a rua brincar com outra criança” enquanto ela “lavava roupa”. “De repente, vi outra criança a correr para mim e que me disse que a minha filha tido sido atingida a tiro. Quando cheguei perto dela já estava morta”, relatou Damaglyn Marube.


Os comícios de Raila Odinga decorreram pouco mais de 24 horas após o anúncio oficial do resultado das eleições, que confirmaram o triunfo à primeira volta para um segundo mandato de Uhuru Kenyatta. O candidato apoiado pela NASA percorreu vários bairros de Nairobi onde beneficia de muito apoio.

A polícia tentou dispersar os comícios improvisados por Odinga recorrendo inclusive a gás lacrimogéneo.

O líder da oposição apelou a uma greve para esta segunda-feira e prometeu falar terça-feira à nação queniana, havendo rumores de que a posição venha também a apresentar a sua versão do escrutínio presidencial, no qual reclama a vitória de Odinga.


A reeleição de Kenyatta foi confirmada sexta-feira à noite para um segundo mandato de cinco anos como Presidente do Quénia. O candidato apoiado pelo Partido Jubileu do Quénia recolheu 54,27 por cento dos votos contra os 44,74 por cento de Odinga, indicaram os resultados oficiais, que a oposição contesta e qualifica como uma “farsa” eleitoral.

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