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Colômbia rejeita opção militar dos EUA para a Venezuela

O vice-presidente americano Mike Pence reuniu-se com o presidente da Colômbia em Cartagena, ouviu o apelo a uma solução pacífica, mas reiterou avisos de Washington a Caracas.

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Colômbia rejeita opção militar dos EUA para a Venezuela

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A Colômbia não alinha numa eventual intervenção militar estrangeira na Venezuela.

Na sexta-feira, Donald Trump admitiu a ação militar entre as muitas opções para um país onde o Presidente dos Estados Unidos diz haver “muita gente a sofrer e a morrer”.

Ao lado do vice-presidente norte-americano Mike Pence, o líder colombiano Juan Manuel Santos garantiu: “A América Latina — todos os países, diria eu — não concordariam com uma intervenção militar (na Venezuela). Uma transição no regime venezuelano rumo à democracia deve ser uma transição pacífica.”


Mike Pence não colocou de parte a solução pacífica, mas reforçou o aviso manifestado dias antes pelo chefe da Casa Branca.


“Os Estados Unidos, a Colômbia e as nações livres da América Latina não vão ficar em silêncio. A Venezuela está a derrapar para uma ditadura e, como Presidente Trump já o disse, os Estados Unidos não vão ficar a assistir à derrocada da Venezuela”, reiterou Pence.

Após a ameaça de Donald Trump, o ministro venezuelano da Comunicação anunciou durante o fim de semana uma marcha anti-imperialista a realizar esta segunda-feira, numa publicação pelas redes sociais da internet acompanhada pela “hashtag” #StopTrump (n.: Parar Trump).


O executivo de Nicolás Maduro cerra fileiras, apela à união da América Latina contra os Estados Unidos e ignora as acusações de estar a implementar uma ditadura no país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo e está a atravessar há meses uma grave crise política, social e económica.

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