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Missões de resgate suspensas

Médicos Sem Fronteiras explicam suspensão de operação no Mediterrâneo.

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Missões de resgate suspensas

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A suspensão das missões de salvamento de refugiados no Mediterrâneo, por parte de várias organizações não-governamentais, não é ideal mas os Médicos Sem Fronteiras, o primeiro organismo a tomar a decisão de fazê-lo, por considerar que as autoridades líbias representam uma ameaça, explica o cenário atual:

“Em termos práticos, o risco que corremos, é o de recebermos uma chamada, de um centro de coordenação de resgate, na Líbia, a mandar-nos levar as pessoas de volta lá. Isso, do nosso ponto de vista, não respeita o Direito Internacional, porque é evidente que a Líbia não é um porto seguro “, explica Gabriele Eminente, responsável do organismo em Itália.

O responsável da organização fala em violência e tortura, contra os refugiados na Líbia, malnutrição, já que lhes é dada ração pobre em nutrientes, fracas condições de habitabilidade, longe dos padrões internacionais, sobrepopulação e falta de água o que leva a diversas patologias.