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Autorizado leilão de chifres de rinoceronte na internet

Um tribunal de Pretória autoriza o leilão, como pedido pelo rancheiro de Gauteng John Hume, dono de cerca de 1500 exemplares.

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Autorizado leilão de chifres de rinoceronte na internet

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Com Reuters e EWN

A Justiça sul-africana decidiu permitir que o dono de um dos maiores ranchos de rinocerontes do mundo leve a cabo um leilão de chifres, apesar dos protestos das organizações de defesa dos direitos dos animais.

John Hume, proprietário de cerca de 1500 rinocerontes, numa quinta na província de Gauteng e deverá levar a cabo o evento esta segunda-feira às 12 horas locais, através da Internet.

Segundo o advogado do rancheiro, deverão ser leiloados até 264 chifres de rinoceronte.

Hume afirma cortar regularmente os chifres dos animais, que voltam a crescer, tendo acumulado uma quantidade considerável. O sul-africano deseja vender cerca de 500 quilos.

Foi na semana passada que levou o departamento sul-africano do Ambiente *(DEA, sigla em inglês) a tribunal, depois do organismo lhe ter concedido a *autorização para levar a cabo este tipo de atividades, embora o documento nunca lhe tivesse sido entregue.

As Nações Unidas baniram a exportação de chifres de rinoceronte, pelo que, ao ser adquirido em território sul-africano, este tipo de produto não pode ser vendido a países terceiros.

Exportação ilegal a partir da África do Sul e de Moçambique

Várias organizações de defesa dos direitos dos animais afirmam que a exportação de chifres de rinoceronte se faz de forma ilegal a partir de países como a África do Sul e Moçambique, nomeadamente para mercados onde o produto é muito valorizado pela medicina tradicional, como o Vietname e a China.

Cerca de 80% dos rinocerontes existentes no Planeta vivem na África do Sul. No entanto, a caça furtiva tem vindo a afetar as populações existentes em todo o país.

Os rinocerontes brancos estiveram à beira da extinção no século passado, mas os esforços, levados a cabo por ativistas na África do Sul, tenham conseguido evitar o pior. Ainda assim, nos últimos anos, as atividades dos caçadores furtivos têm colocado em perigo esta espécie.

Defesa dos direitos dos animais contra leilão

Segundo o site de informação sul-africano Eye Witness News , as organizações de defesa dos direitos dos animais, como o Fundo Internacional para o Bem-estar Animal (IFAW, sigla em língua inglesa) protestaram e condenaram a proposta de John Hume.

Para o IFAW, é uma iniciativa que não tem em conta as consequências e que se revela perigosa, sobretudo no que à proteção da espécie diz respeito.