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Autorizado leilão de chifres de rinoceronte na internet

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De  Antonio Oliveira E Silva
Autorizado leilão de chifres de rinoceronte na internet

<p><strong>Com Reuters e <span class="caps">EWN</span></strong></p> <p>A Justiça sul-africana decidiu permitir que o dono de um dos maiores ranchos de <strong>rinocerontes</strong> do mundo leve a cabo um leilão de chifres, apesar dos protestos das organizações de defesa dos direitos dos animais. </p> <p><strong>John Hume</strong>, proprietário de cerca de <strong>1500 rinocerontes</strong>, numa quinta na província de <strong>Gauteng</strong> e deverá levar a cabo o evento esta segunda-feira às 12 horas locais, através da Internet.</p> <p>Segundo o advogado do rancheiro, deverão ser leiloados até 264 chifres de rinoceronte. </p> <p>Hume afirma cortar regularmente os chifres dos animais, que voltam a crescer, tendo acumulado uma quantidade considerável. O sul-africano deseja vender cerca de <strong>500 quilos</strong>.</p> <p>Foi na semana passada que levou o departamento sul-africano do <strong>Ambiente *(<span class="caps">DEA</span>, sigla em inglês) a tribunal, depois do organismo lhe ter concedido a *autorização</strong> para levar a cabo este tipo de atividades, embora o documento nunca lhe tivesse sido entregue.</p> <p>As <strong>Nações Unidas</strong> baniram a exportação de chifres de rinoceronte, pelo que, ao ser adquirido em território sul-africano, este tipo de produto não pode ser vendido a países terceiros.<br /> <br /> <strong>Exportação ilegal a partir da África do Sul e de Moçambique</strong><br /> <br /> Várias organizações de defesa dos direitos dos animais afirmam que a exportação de chifres de rinoceronte se faz de forma <strong>ilegal</strong> a partir de países como a África do Sul e <strong>Moçambique</strong>, nomeadamente para mercados onde o produto é muito valorizado pela medicina tradicional, como o <strong>Vietname</strong> e a <strong>China</strong>. </p> <p>Cerca de <strong>80%</strong> dos rinocerontes existentes no Planeta vivem na África do Sul. No entanto, a caça furtiva tem vindo a afetar as populações existentes em todo o país.</p> <p>Os <strong>rinocerontes brancos</strong> estiveram à beira da extinção no século passado, mas os esforços, levados a cabo por ativistas na África do Sul, tenham conseguido evitar o pior. Ainda assim, nos últimos anos, as atividades dos caçadores furtivos têm colocado em perigo esta espécie.<br /> <br /> <strong>Defesa dos direitos dos animais contra leilão</strong><br /> <br /> Segundo o <em>site</em> de informação sul-africano <a href="http://ewn.co.za/">Eye Witness News</a> , as organizações de defesa dos direitos dos animais, como o <a href="http://www.ifaw.org/international">Fundo Internacional para o Bem-estar Animal</a> (<span class="caps">IFAW</span>, sigla em língua inglesa) protestaram e condenaram a proposta de John Hume.</p> <p>Para o <strong><span class="caps">IFAW</span></strong>, é uma iniciativa que não tem em conta as consequências e que se revela perigosa, sobretudo no que à proteção da espécie diz respeito.</p>