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Presidente destituído da FCF: "Há muita máfia" na seleção de futebol

Vítor Osório denuncia desaparecimento de mais de 700 equipamentos.

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Presidente destituído da FCF: "Há muita máfia" na seleção de futebol

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Com Lusa

O presidente destituído da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), Vítor Osório, disse que há “muita máfia” na seleção do país e denunciou o desaparecimento de um lote de mais de 700 equipamentos, patrocinados pela empresa portuguesa Lacatoni.

“Há um lote de 700 e tal equipamentos da seleção que saíram da Lacatoni e que nunca chegaram (…) Nunca conseguimos encontrar o rasto desses equipamentos. As pessoas que estão envolvidas nas máfias sabem o que é que fizeram com esses equipamentos”, denunciou Vítor Osório.

Osório fez a revelação numa reportagem publicada pelo canal desportivo cabo-verdiano GreenSports.

Foi destituído do cargo de presidente da FCF pelas associações regionais cinco dias antes.

Disse que a Locatoni confirmou ter feito a entrega e que “as pessoas receberam”, mas os equipamentos “não deram entrada na federação”.

Patrocínio com a Lacatoni data de 2014

Em dezembro de 2014, o então presidente da FCF, Mário Semedo, assinou um protocolo de patrocínio com a Lacatoni, empresa multinacional de vestuário e materiais desportivos.

A direção da FCF, liderada até sábado último por Vítor Osório, foi destituída após a polémica em torno do campeonato nacional, em que o Mindelense de São Vicente foi eliminado e a Ultramarina de São Nicolau joga a final da prova com o Sporting da Praia.

No dia 30 de setembro, serão realizadas eleições antecipadas, preparadas por uma comissão liderada por Mário Avelino, presidente da Associação Regional de Santiago Sul.

Avelino foi derrotado por Vítor Osório em 2015 e já garantiu que é novamente candidato.

Vários nomes para a susbtituição de Osório

Vários outros nomes já se perfilam para liderar a federação, casos de José Mário Correia e Celestino Mascarenhas, com a imprensa cabo-verdiana a aventar a possibilidade do regresso de Mário Semedo, bem como dos nomes de Gerson Melo e Rui Évora.

As polémicas na FCF acontecem a uma semana de a seleção receber no Estádio Nacional a África do Sul, em jogo da terceira jornada do Grupo D da zona africana de apuramento para o Mundial da Rússia, em 2018.

As duas seleções voltam a defrontar-se quatro dias depois, em Durban, em jogo da quarta jornada do grupo, composto ainda por Senegal e Burkina Faso.

Mas Mário Avelino disse que a comissão não tem verbas para dois jogos com a África do Sul, pelo que vai ter que recorrer ao Governo.