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Heróis de Barcelona homenageados na manifestação de sábado

Os participantes aplaudiram enfermeiros, médicos e bombeiros, mas também polícias e taxistas.

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Heróis de Barcelona homenageados na manifestação de sábado

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Com Cristina Giner, em Barcelona

Para além da rejeitar a violência, a manifestação de sábado serviu também para homenagear os heróis da Barcelona.

Os agentes da polícia, os profissionais das ambulância, os médicos, enfermeiros e bombeiros, os taxistas e donos de lojas e hoteis que ajudaram vítimas e familiares das vítimas no centro da capital catalã, quando 15 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas.

Duas das vítimas mortais eram cidadãs portuguesas. Uma senhora de 74 anos e a sua neta, de 20.

Trabalho em conjunto durante a tragédia

Para Manuel Riudor, dos Serviços de Urgências Médicas de Barcelona, o mais importante é que todos trabalharam em conjunto:

“Recordo a parte positiva que foi a grande colaboração entre todos, como bombeiros, mossos d’esquadra, a guarda urbana e nós próprios. Todos deram 100%, disse Manuel Riudor à EURONEWS.

Uma mulher canadiana marcou presença na manifestação com os dois filhos, com cerca de 12 anos. Perdeu o pai no atropelamento nas Ramblas. A mãe continua no hospital:

“Houve tantas pessoas que arriscaram a vida para ajudar o meu pai e a minha mãe e para ajudar aqueles que socorriam toda a gente, disse à EURONEWS.

“É extraordinário e estamos muito agradecidos por isso“m concluiu.

Diferentes tendências políticas e religiosas representadas

Barcelona acolheu este sabado manifestantes de várias tendências políticas e religiosas. Uma senhora, com um hijabe, um dos véus tradicionalmente usados por mulheres de confissão muçulmana, explicou à correspondente da EURONEWS que tinha vindo, acompanhada pelo marido e pelo filho bebé, para apoiar as famílias das vítimas:

“Viemos, sobretudo, manifestar o nosso apoio às famílias, pelos que perderam. E para estarmos todos juntos e partilharmos o que temos em comum”.

Segundo a correspondente da EURONEWS em Barcelona, ainda que vários partidos políticos, de tendências muito diferentes, tenham marcado presença nos protestos para dizer “não ao terrorismo”, os ataques jiadistas mais não fizeram do que acentuar diferenças entre Catalunha e Madrid, quando falta pouco para o referendo de um de outubro.