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Greve dos trabalhadores paralisa Autoeuropa

A greve foi convocada pelos delegados sindicais como forma de protesto contra o trabalho obrigatório ao sábado, proposto pela administração.

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Greve dos trabalhadores paralisa Autoeuropa

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A produção na Autoeuropa está parada.

A fábrica de automóveis da Volkswagens em Palmela está paralisada devido à greve dos trabalhadores que começou às 23:30, horas locais, de terça-feira e que se vai prolongar até à meia-noite de quinta.

Os sindicatos afirmam que a adesão é grande.


“Quase ninguém se apresentou ao serviço. Os autocarros, nós conseguimos reparar que, praticamente, vinham vazios. Para já, a greve começa com uma grande adesão”, informa José Carlos Silva do Site Sul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, energia e Atividades do ambiente do Sul.

A greve foi convocada pelos delegados sindicais como forma de protesto contra o trabalho obrigatório ao sábado, proposto pela administração.

As compensações financeiras que a Autoeuropa ofereceu pela implementação dos novos horários, que incluem aumentos salariais, um adicional de 175 euros por mês e mais um dia de férias, não chegaram para demover os trabalhadores.

“Eu penso que a maior divisão é saber quem está contra o horário e quem está contra a compensação, ou a pouca compensação que há…”, afirma um trabalhador.

Outro considera que “passaria, essencialmente, por uma compensação digna para as pessoas que estão cá a trabalhar” e conta que já trabalhou em vários fins de semana e espera “continuar a trabalhá-los.”

Os sindicatos pediram, na terça-feira, uma reunião urgente com a administração mas, segunda a Lusa, não obtiveram resposta até ao início da greve.

A Autoeuropa só se vai pronunciar na quinta-feira, após o fim da paralisação.