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Bell Pottinger contesta acusações do DA no caso Guptaleaks

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De  Antonio Oliveira E Silva
Bell Pottinger contesta acusações do DA no caso Guptaleaks

<p>A conhecida agência de comunicação estratégica e relações públicas britânica, a <a href="https://bellpottinger.com/">Bell Pottinger</a>, decidiu apelar da decisão da entidade reguladora do setor no Reino Unido, que considera a empresa responsável pelo aumento das tensões raciais na África do Sul.</p> <p>A <a href="https://www.prca.org.uk/">Associação de Empresas de Relações Públicas e Comunicação</a> (<span class="caps">PRCA</span>, sigla em língua inglesa), deu razão ao principal partido da oposição na África do Sul, a <a href="https://www.da.org.za/">Aliança Democrática</a> (DA, sigla em língua inglesa), que acusa a agência de ter concebido uma campanha mediática para favorecer o atual presidente <a href="https://twitter.com/sapresident">Jacob Zuma</a>, aproveitando-se do passado racial do país.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">The <span class="caps">PRCA</span> Board of Management will meet again on 4 September to consider this appeal & issue its final ruling on 5 September. <a href="https://twitter.com/hashtag/BellPottinger?src=hash">#BellPottinger</a></p>— Democratic Alliance (@Our_DA) <a href="https://twitter.com/Our_DA/status/903641431822274560">1 de setembro de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> O DA apresentou acusou a Bell Pottinger de ter criado o conceito de “agente do capital branco” nas redes sociais e nos <em>media</em> sul-africanos. Várias personalidades críticas do presidente Zuma (<span class="caps">ANC</span>, no poder desde 1994), foram associadas ao termo, que acabou por ser motivo de tensões entre as diferentes comunidades no país, com pouco mais de 50 milhões de habitantes. <br /> <br /> <strong>Um <em>apartheid</em> económico na nova África do Sul</strong><br /> <br /> Depois do fim do sistema de governo racial, o chamado <a href="https://www.apartheidmuseum.org/"><em>apartheid</em></a>, durante o qual a minoria branca garantiu, de forma legalmente codificada, a supremacia sobre os diferentes grupos étnicos, durante quase 50 anos, as desigualdades sociais persistem na maior economia africana.</p> <p>Muitos falam na permanência de um <em>apartheid</em> económico, já que a maioria branca, apesar de ter perdido oficialmente todos os privilégios associados à antiga forma de governo, continua com o controlo das grandes empresas do setor privado e com a maioria das propriedades – o que tem provocado um sentimento de frustração crescente na maioria negra.</p> <p>Caso a queixa do DA seja levada pela <span class="caps">PRCA</span> até às últimas consequências, a Bell Pottinger poderia perder o estatuto de membro daquela associação profissional, o que poderia trazer vários problemas à agência, nomeadamente a perda de contratos milionários.<br /> <br /> <strong>Desculpas da Bell Pottinger não foram suficientes</strong><br /> <br /> Em julho passado, a Bell Pottinger despediu uma associada, responsável pelas campanhas de relações públicas na África do Sul. Segundo a agência, a responsável terá levado a cabo campanhas de forma inapropriada e insensível no país com um “passado racial conturbado”. </p> <p>A Bell Pottinger apresentou depois as desculpas ao país, o que, para vários partidos da oposição, não foi suficiente, entre os quais, o DA e os Guerreiros pela Liberdade Económica (<span class="caps">EFF</span>, sigla em língua inglesa).</p> <p><strong>Com <span class="caps">AFP</span> e <span class="caps">EWN</span></strong></p>