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Coreia do Sul responde com fogo real à Coreia do Norte

A Coreia do Sul reage com exercícios militares navais que incluem fogo real, no Mar do Japão, ao último teste nuclear de Pyongyang

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Coreia do Sul responde com fogo real à Coreia do Norte

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Manobras militares navais com fogo real.

É a reação da Coreia do Sul à “provocação”, como lhe chamou, da Coreia do Norte: Pyongyang anunciou ter testado uma bomba H no domingo passado, quando insistiu na concretização do sexto teste nuclear, e causou a indignação internacional. Em julho, a Coreia do Norte havia testado dois mísseis intercontinentais, que abrangem um alcance de 10 000 quilómetros onde os Estados Unidos se encaixam.

Depois de ter começado por manobras militares terrestres na segunda-feira, Seul mobiliza agora no mar do Japão uma fragata de 2 500 toneladas, um navio patrulha de 1000 toneladas e vários navios de alta velocidade. Mísseis guiados foram já lançados, segundo o Ministério da Defesa de Seul, e manobras de batalha nos próximos 4 dias estão previstas, com mais navios, caças F-15K e outras aeronaves logísticas e de vigilância.


Isto enquanto a imprensa sul-coreana noticia que Pyongyang posiciona o que parece ser um missíl balístico intercontinental na sua costa oeste, movimentado apenas durante a noite para contornar deteção e em trânsito desde segunda-feira. O Ministério da Defesa norte-coreano afirmou a prontidão de intervenções com mísseis inter-continentais, mas não confirmou o posicionamento de um destes projéteis.


Parece ser a opção de Seul por uma resposta incontornavelmente militar e eminentemente bélica, numa altura em os Estados Unidos apontam há algum tempo, através do posicionamento do Presidente Donald Trump, para a improdutividade das tentativas e “intenções de diálogo manifestadas no passado pelo Presidente sul-coreano:http://pt.euronews.com/2017/05/10/moon-jae-in-e-presidente-da-coreia-do-sul-e-quer-ir-ate-a-do-norte, Moon Jae-in, face à escalada de tensão com a Coreia do Norte.
Os E.U.A. mantêm uma posição semelhante face à China: se numa primeira instância apelaram à intervenção de Pequim junto a Pyongyang para apaziguar a escalada de tensão, depressa os tweets de Trump indiciaram nada esperar da via diplomática que a China continua a trilhar. A não assunção de hostilidade da China face à Coreia do Norte advém da proximidade histórica dos países, mas não exclui o nervosismo causado em Pequim com a instalação do sistema THAAD norte-americano em solo sul-coreano e subsequentes exercícios militares conjuntos no território.