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Governo sírio apontado por "crimes de guerra" pelo uso de gás sarin

As Nações Unidas referem que pelo menos 83 pessoas perderam a vida no ataque com gás sarin de 04 de abril.

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Governo sírio apontado por "crimes de guerra" pelo uso de gás sarin

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O regime de Damasco enfrenta acusações de “crime de guerra” por causa de um ataque com gás sarin na localidade síria de Khan Sheikhun – dominada por rebeldes – a 04 de abril deste ano.

Num relatório, divulgado esta quarta-feira, a comissão de inquérito das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos na Síria recusa a tese de que bombardeamentos aéreos teriam atingido um depósito com munições químicas.

“Reunimos provas significativas incluindo 43 entrevistas com vitimas, testemunhas oculares, socorristas, equipas médicas e pessoas que visitaram o local bem como fotografias de escombros e imagens de satélite. Com base nesta informação concluímos que o ataque químico foi perpetrado por um bombardeiro SU-22 que lançou três bombas convencionais e utilizou gás sarin em Khan Sheikhun”, sublinhou o presidente da Comissão Independente de Inquérito sobre a Síria da ONU, Paulo Pinheiro.

As Nações Unidas referem que pelo menos 83 pessoas perderam a vida no ataque. Entre as vítimas mortais contam-se 28 crianças e 23 mulheres, mas outras fontes falam em pelo menos 87 mortos.

De acordo com médicos no terreno, os sintomas apresentados pelas vítimas são idênticos aos evidenciados por vítimas de um ataque químico.