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Hungria disposta a luta política contra quotas migratórias da UE

A Hungria recusa aceitar a imposição de quotas migratórias, acordadas em 2015 aquando da crise de migrantes na Europa mediterrânica

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Hungria disposta a luta política contra quotas migratórias da UE

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Primeiro foi o desafio legal, agora o desafio político da Hungria à União Europeia.

Viktor Orban afirma não mudar a posição do país face às quotas de migrantes: a Hungria não as aceita.

Em declarações à rádio estatal esta sexta-feira, o primeiro-ministro húngaro afirmou que “o fundamento da União Europeia, é o respeito pela lei e não pode ser corroído”. Mas, “ao mesmo tempo”, disse, a deliberação do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) de rejeitar o recurso da Hungria e da Eslováquia contra a quota migratória acordada em 2015 em plena crise de migrantes na europa mediterrânica, “não é motivo para mudarmos a nossa política, que rejeita migrantes.”


O líder nacionalista beneficia internamente desta inflexibilidade na aceitação das quotas migratórias de cumprimento obrigatório no âmbito da União Europeia, numa altura em que as eleições de 2018 estão à vista.

Depois de falhado o recurso legal ao TJUE, Orban não hesita em declarar que encetará uma luta política para a alteração das quotas migratórias obrigatórias.

Orban disse ainda que a Hungria não pode ser excluída da União Europeia, porque a adesão ao bloco em 2004 foi decisão do povo húngaro, num referendo.


Numa carta de resposta ao Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, Viktor Orban escreve que a criação de uma ligação entre a questão da imigração e a coesão fundadora da União Europeia era contra as regras da UE e “imoral”.