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Miró "resgatado" chega a Lisboa

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Miró "resgatado" chega a Lisboa

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Da caixa-forte para o Palácio da Ajuda, as célebres pinturas de Miró resgatadas da falência do Banco Português de Negócios regressam ao olhar do público.

Depois de terem sido expostas no Porto, as 85 peças do pintor surrealista catalão vão estar patentes em Lisboa até 8 de Janeiro.

Uma oportunidade para realizar um percurso de seis décadas na carreira de Miró, de 1924 a 1981, ao longo de desenhos, pinturas, colagem e trabalhos de tapeçaria.

“Depois de desenvolver esta linguagem visual ele consegue utilizar esta linguagem como nós utilizamos a nossa, ao criar novos significados ao ir de uma linguagem a outra . Como comissário quero que o público olhe cuidadosamente para as imagens”, afirma Robert Lubar Messeri, o comissário da exposição intitulada “Joan Miró:Materialidade e Metamorfose”.

As obras, propriedade da Fundação de Serralves, deverão percorrer todo o país numa exposição itinerante antes de integrarem uma grande mostra dentro de quatro anos em Barcelona, a cidade-natal do pintor.

O primeiro-ministro, António Costa, que cesteve presente na inauguração do evento, na quinta-feira, evocou o percurso conturbado da coleção, afirmando, “assim se mostra que, mesmo quando um banco vai à falência, aquilo que tem de valor é preservado”.

O governo português tinha cedido à pressão da opinião pública em Março, ao revogar a venda das obras em leilão que deveriam ajudar a compensar as perdas da falência do BPN após um processo de nacionalização.