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Discurso do Estado da União não deveria esquecer dimensão social da crise

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Discurso do Estado da União não deveria esquecer dimensão social da crise

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No discurso anual sobre o Estado da União, quarta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deverá enfatizar que a crise está a ficar para trás, face aos indicadores económicos e financeiros mais positivos.

Uma visão em conflito com a de outros líderes europeus, que alertam para a importante dimensão social da crise.

“Ou Jean-Claude Juncker e suas celebrações se justificam ou as advertências de Emmanuel Macron é que são válidas. Ou a crise terminou, tal como o presidente da Comissão Europeia vai proclamar, ou a crise está mais viva do que nunca e poderá consumir a Europa, tal como diz o Presidente da França”, disse o ex-ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, num debate político, sábado passado, em Bruxelas.

A dimensão social prende-se com uma maior aposta em políticas de emprego, inclusão social e qualidade de vida, e não tem sido suficientemente valorizada, segundo alguns eurodeputados entrevistados pela euronews, durante a sessão plenária, em Estrasburgo (França).

“As decisões tomadas pela Comissão e outras instituições europeias têm consequências negativas ao nível dos direitos sociais. A reforma das leis do trabalho em França, tal como noutros países europeus, decorre de uma orientação europeia para que cada Estado-membro mude a legislação laboral no sentido de mais precariedade e flexibilidade”, referiu Patrick Le Hyaric, eurodeputado francês da Esquerda Unitária.

“Precisamos de abordar o problema das grandes assimetrias ao nível do rendimento, das pensões e do bem-estar social, por exemplo, entre os romenos e holandeses. Um valor básico da União Europeia é que todos devem poder melhorar a sua qualidade de vida e essa é uma promessa que temos de cumprir”, afirmou Ska Keller, eurodeputada alemão dos Verdes.

A saída do Reino Unido da União Europeia, a migração e as políticas de segurança e defesa deverão também estar em destaque no discurso no qual Jean-Claude Juncker elencará as prioridades da nova sessão legislativa.