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Trump fustiga "estados malvados" durante primeiro discurso na ONU

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Trump fustiga "estados malvados" durante primeiro discurso na ONU

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Donald Trump surgiu em pose de “patriota” no seu primeiro discurso frente à Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque. Fiel ao seu programa de campanha, o presidente norte-americano, defendeu uma ONU baseada nos valores da soberania, da prosperidade e da segurança para apontar o dedo ao que considera serem os “estados malvados” da Coreia do Norte, Irão e Venezuela, defendendo uma política de ajuda aos refugiados, fora das fronteiras nacionais.

“Nenhuma nação da Terra tem interesse em ver este bando de criminosos a armar-se com armas e mísseis nucleares. Os Estados Unidos têm uma grande força e uma grande paciência. Mas se forem forçados a defender-se ou aos seus aliados, não vão ter outra escolha do que destruir totalmente a Coreia do Norte. O ‘homem do foguetão’ está numa missão suicida para ele e para o seu regime”, afirmou Trump.

Sobre o Irão, novamente acusado de apoiar o terrorismo, Trump voltou a pedir a anulação do acordo internacional com Teerão, acusando o país de prosseguir a sua corrida ao armamento atómico. O presidente afirmou ainda estar pronto a tomar medidas contra o que considerou ser o regime ditatorial da Venezuela, numa viva crítica à ideologia comunista, que o levou a garantir que não levantará sanções a Cuba enquanto o regime não proceder a novas reformas democráticas.

Trump defende assim um papel mais interventivo na ONU, nos temas mais caros ao seu país, saudando a reforma encetada pelo novo Secretário-Geral da organização, depois do líder do maior financiador da instituição, os Estados Unidos, ter criticado o que considerou ser a “má-gestão” e a burocracia da organização.

Antes de ser eleito presidente Trump tinha classificado a ONU como, “um simples clube onde as pessoas se encontram, falam e passam um bom momento”. No seu discurso, o chefe de Estado tenta agora mostrar que a sua política de revisão dos acordos internacionais é compatível com o multilateralismo da organização, sem deixar de se apresentar como “um patriota”.

Trata-se do terceiro discurso de Donald Trump sobre política estrangeira desde que foi eleito em novembro, depois de ter pedido aos países muçulmanos, na Arábia Saudita, que reforçem a sua participação na luta contra o terrorismo. Durante a sua viagem à Polónia, Trump tinha apelado ao “Ocidente” para” mostrar que “tem vontade de sobreviver”.

O vídeo completo da intervenção de Trump: