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Theresa May promete "honrar compromissos financeiros assumidos"

Primeira-ministra britânica sugeriu uma nova parceria com a Europa, "única, criativa e ambiciosa".

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Theresa May promete "honrar compromissos financeiros assumidos"

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Theresa May, a primeira-ministra britânica, disse que o Reino Unido pretende honrar os compromissos financeiros assumidos com a União Europeia. May recordou os compromissos assumidos durante um discurso em Florença, seguido de perto pelos media europeus.

“Não quero que os nossos parceiros pensem que terão de pagar mais e receber menos por parte da Europa por causa da nossa decisão,” disse a primeira-ministra britânica.

“O Reino Unido vai honrar compromissos assumidos durante o período como Estado-membro”, assegurou.

Um período de transição uma vez concluído o Brexit

May propôs um período de transição de cerca de dois anos, a começar uma vez concluído o processo da saída do Reino Unido da União Europeia enquanto Estado membro, durante o qual o Londres seguiria ainda as normas de Bruxelas.

As propostas foram apresentadas quando as negociações do Brexit atravessam uma fase crítica, com vários impasses entre Londres e o bloco regional.

“Sejamos práticos e criativos ao conceber uma parceria ambiciosa que respeite princípios e liberdades da União e os desejos do povo britânico”, disse May.

“Acredito que temos razões para sermos otimistas e ambiciosos”, continuou.

Durante o discurso da primeira-ministra, um grupo de cidadãos britânicos contra o Brexit levou a cabo uma manifestação numa praça de Florença.

Um discurso voltado para os britânicos

Enquanto isso, May sugeria também um novo acordo entre Londres e Bruxelas para a segurança e defesa. Falou também na possibilidade de que a Justiça britânica tivesse em conta as leis europeias em matéria de imigração.

De resto, o discurso orientado de Theresa May parecia orientado para o público do Reino Unido, num momento em que, segundo uma sondagem, mais de 50% dos cidadãos pensa que o melhor seria permanecer como membro da União Europeia.

Agora, resta esperar a reação de Bruxelas às propostas britânicas.