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Um milhar de militares e blindados na Rocinha

Governo Federal destaca militares para cercar favela do Rio Janeiro devido a confrontos entre traficantes e polícia desde domingo.

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Um milhar de militares e blindados na Rocinha

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950 elementos das Forças Armadas e dez blindados foram mobilizados pelo governo federal para cercar uma das mais emblemáticas favelas do Rio de Janeiro.

O pedido de intervenção do exército foi feito pelo governador do estado fluminense, Luiz Fernando Pezão. O contingente tem como missão fazer um cerco à Rocinha para que a polícia possa libertar efetivos e agir no interior da favela. O destacamento militar surge na sequência dos tiroteios que começaram no início da semana.


A Polícia Militar e a Polícia Civil realizaram cinco operações desde domingo, dia que ficou marcado por confrontos entre grupos criminosos rivais que tentam assumir o controlo dos pontos de venda de droga. Na altura, foi emitido um alerta a desaconselhar a passagem pela Rocinha devido a um tiroteio entre quadrilhas de criminosos. Os incidentes terão provocado, pelo menos, cinco mortos.


O tiroteio desta sexta-feira de manhã levou ao encerramento da autoestrada Lagoa-Barra, que liga o bairro de São Conrado à Gávea. Por medida de prevenção, cinco escolas e três infantários fecharam as portas.

A Polícia Militar pediu ao automobilistas para que evitem passar pela Avenida Niemeyer que liga o bairro de São Conrado à Barra da Tijuca já que está também em curso uma operação policial na Favela do Vidigal.

Um ataque lançado, esta manhã, contra a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), provocou um ferido. Ao que tudo indica trata-se de um habitante, entretanto, transportado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

A violência no Rio de Janeiro passou para as capas da imprensa internacional durante os Jogos Olímpicos de 2016 e obrigou o Presidente brasileiro, Michel Temer, a reforçar a segurança na cidade com cerca de 30 mil elementos das Forças Armadas.