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AfD: o desafio alemão

O partido Alternativa para a Alemanha captou eleitores com a política de portas abertas de Angela Merkel

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AfD: o desafio alemão

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Os dirigentes do AfD, Alternativa para a Alemanha têm razões para celebrar. Aquele que era conhecido como o “partido dos professores universitários” é, atualmente, a terceira força política no Parlamento alemão.
Criada em 2013, a formação defendia na altura o fim do euro e criticava os resgates financeiros a países como Portugal. A entrada de milhares de refugiados no país deu um novo alento ao partido de extrema-direita.

“O AfD é um grande desafio para a democracia, especialmente para a Alemanha devido à história. Vemos que o AfD desencadeou não só um protesto, um populismo anti-elite, mas também uma ideologia racista que em parte faz uma referência positiva ao nacional-socialismo. E que é bem-sucedido numa altura em que a Alemanha está, objetivamente, bem” refere Matthias Quent, responsável do Instituto para a Democracia e Sociedade Civil

As expectativas são elevadas por parte dos eleitores do AfD, mas o que pode significar a presença deste partido no Parlamento?

“Entre os novos representantes que se vão juntar ao Bundestag, há vários elementos de extrema-direita que deverão usar o Parlamento como palco. É expectável que tentem incluir movimentos sociais de extrema-direita e grupos de extremistas e, assim, originar uma mudança política e cultural para a sociedade.”

A adesão ao partido Alternativa para a Alemanha, em Dresden, capital da Saxónia, é elevada. O AfD surge em segundo, logo depois da CDU. As ideias defendidas pela formação parecem estar a ganhar terreno e os resultados eleitorais deste domingo provam isso mesmo.

Certo, é que o partido continua a dividir a população alemã. De um lado, estão os que defendem a necessidade de preservar a identidade alemã, do outro os que insistem numa maior integração.