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País afasta acusações de "limpeza étnica"

Na sessão de encerramento da Assembleia-Geral das Nações Unidas, o embaixador de Myanmar na ONU disse que os líderes do país lutaram pela liberdade e direitos humanos e por isso não apoiarão a "limpeza étnica" e o genocídio.

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É no Bangladesh, para onde já fugiram mais de 400 mil pessoas da minoria Rohingya, que está em curso uma campanha de vacinação contra o sarampo, rubéola e poliomielite entre os refugiados. Uma iniciativa do ministério da Saúde local que conta com o apoio no terreno de várias organizações não-governamentais. Na prática contempla-se a vacinação de mais de cem mil crianças.

A violência em Myanmar já levou a ONU a denunciar uma “limpeza étnica” mas as autoridades do país rejeitam as acusações da comunidade internacional.

“Para ser claro: não existe limpeza étnica em Myanmar, não há genocídio. Os líderes de Myanmar, que lutaram durante muito tempo pela liberdade e direitos humanos, não vão apoiar tais políticas. Faremos tudo para evitar limpeza étnica e genocídio”, reiterou, na sessão de encerramento da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Hau Do Suan, o embaixador de Myanmar na ONU.

Myanmar insiste que está a combater terroristas. O Exército do país diz ter encontrado uma vala comum com várias dezenas de cadáveres de hindus, mulheres e crianças incluídas, no Estado de Rakhine.

As autoridades responsabilizam o Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA), que a 25 de agosto atacou cerca de 30 postos da polícia.