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Tribunal de Contas exige 5,2 milhões a ex-presidente do governo catalão

Consulta popular realizada na Catalunha a 09 novembro de 2014 terá custado 4,8 milhões de euros. Tribunal de Contas espanhol pede, agora, ao ex-presidente do Governo Regional da Catalunha 5,2 milhões

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Tribunal de Contas exige 5,2 milhões a ex-presidente do governo catalão

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Cerca de 5,2 milhões de euros. É o montante que o Tribunal de Contas espanhol exige ao ex-presidente do governo catalão por gastos ligados à consulta independentista de 2014 declarada ilegal pela justiça.

Artur Mas, presidente Governo regional entre 2010 e 2016 foi convocado pelo Tribunal de Contas juntamente com 11 antigos funcionários para responder às suspeitas de desvio de dinheiros públicos para o processo participativo sobre o futuro político de Catalunha realizado há cerca de três anos. Três deles foram condenados a pagar, no total, qualquer coisa como seis milhões de euros. A fiança tem a particularidade de ser solidária, ou seja, o dinheiro vai ter de entrar nos cofres do Tribunal de Contas nem que o montante tenha de ser pago pelos que têm mais.

A consulta de 2014 acabou por ser declarada inconstitucional na sequência de uma providência apresentada pelo Governo espanhol. Mesmo sem valor vinculativo, o referendo acabou por se realizar.

O, então, presidente do Governo regional acabou por ser proibido de exercer funções públicas durante dois anos por ter desobedecido à decisão do Tribunal Constitucional e condenado a pagar uma multa de 36.500 euros.

Este mês, o Tribunal Constitucional espanhol suspendeu todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para 01 de outubro.