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Guerra aberta entre Bombardier e Boeing

Bombardier classifica a decisão do Departamento de Comércio norte-americano de "absurda"

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Guerra aberta entre Bombardier e Boeing

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Está aberta uma guerra comercial entre os fabricantes Bombardier e Boeing. O Departamento de Comércio norte-americano decidiu aumentar em cerca de 220 por cento a tarifa sobre as importações de um novo modelo de avião de passageiros da companhia aeronáutica canadiana, que nos Estados Unidos concorre com a Boeing. A Bombardier diz que a decisão é “absurda” e aponta o dedo à rival que acusa de tentar sufocar a concorrência.

Na origem da decisão norte-americana, a denuncia da Boeing de que a construtora canadiana terá recebido subvenções públicas.

“É um duro golpe para a Bombardier, para o Canadá, para a Irlanda do Norte e, acima de tudo, para Theresa May. Não é certo que se chegue a um acordo. É preciso passar por mais uma etapa. Trata-se de uma tarifa enorme. Pelo que vão precisar de provas substanciais que sugiram que esses aviões receberam subsídios públicos significativos” refere o analista Craig Erlam

Só em Belfast, a empresa canadiana emprega mais de 4 mil pessoas. O chefe de Governo canadiano e a homologa britânica prometem tudo fazer para minimizar as consequências desta guerra comercial. O ministro da Defesa britânico admite que a medida possa afetar as relações com a fabricante norte-americana.

Estima-se que nos Estados Unidos, a Bombardier empregue 23 mil pessoas.