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O que faz a UE para ajudar os refugiados sírios na Turquia?

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De  Euronews
O que faz a UE para ajudar os refugiados sírios na Turquia?

<p><strong>Os seis anos de guerra civil na Síria já fizeram mais de 460 mil mortos. Os civis representam um quarto das vítimas. Calcula-se que haja 5,5 milhões de refugiados sírios no mundo inteiro. Mais de</strong> <a href="http://ec.europa.eu/echo/files/aid/countries/factsheets/turkey_syrian_crisis_en.pdf">3 milhões encontram-se na Turquia</a>, <strong>o país que mais refugiados acolhe a nível global. Quais são as ajudas da União Europeia?</strong></p> <p>Sanliurfa é uma cidade com dois milhões de habitantes no sudeste da Turquia. É um dos principais pontos de acolhimento de sírios nesta região. Estima-se que um quarto da população local tenha fugido do país vizinho.</p> <p>Fomos ao encontro de Fadi Yusuf Allavi, que vem de Raqqa e chegou a Sanliurfa há dois anos. <em>“Antes da guerra, tinha uma vida normal na Síria. Trabalhava como taxista. Vivia com a minha família. Mas depois comecei a ver bombardeamentos, ataques aéreos. Ninguém pode aguentar aquilo. Decidi vir para a Turquia”</em>, conta-nos.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="it"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Syrian?src=hash">#Syrian</a> refugees in <a href="https://twitter.com/hashtag/Turkey?src=hash">#Turkey</a>. 2 families, 2 ways of getting by. How Humanitarian aid has become made-to-measure to support different needs. <a href="https://t.co/3G55R7EMri">pic.twitter.com/3G55R7EMri</a></p>— Monica Pinna (@_MonicaPinna) <a href="https://twitter.com/_MonicaPinna/status/908070491360985089">13 settembre 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Fadi utiliza um cartão de débito fornecido pelo projeto da Rede de Segurança de Emergência Social, um programa europeu que dá apoio a quase um milhão de refugiados neste país. Trata-se do mais vasto projeto que o Gabinete de Ajuda Humanitária da União Europeia já criou.</p> <p><em>“Dão-me à volta de 200 euros. Tenho 5 filhos. Recebo 28 euros por familiar. Uso o dinheiro para pagar a renda, para comprar chá, açúcar, óleo, carne, pão… tudo aquilo que precisamos”</em>, diz-nos Fadi.</p> <p>Ao contrário doutros programas de assistência, o utilizador pode escolher onde gasta o dinheiro. <em>“Levantei mais de 20 euros. Prefiro ir gerindo o dinheiro que tenho na mão para saber exatamente quanto gasto no supermercado. Este montante dura-me quase uma semana”</em>, revela Fadi.</p> <script id="infogram_0_84e52004-44f7-4c28-a9b8-6f7abc6bca2d" title="O conflito sírio" src="https://e.infogram.com/js/dist/embed.js?uf0" type="text/javascript"></script> <p>Os cidadãos sírios não são oficialmente considerados como refugiados na Turquia. É-lhes atribuído um estatuto de proteção temporária, com direitos limitados e um acesso ao mercado de trabalho condicionado. Mesmo assim, poucos são os que vivem exclusivamente das ajudas.</p> <p>90% dos refugiados na Turquia não vivem em campos, mas sim nas cidades. É o facto de terem uma morada, mesmo que seja a mais precária das habitações, que lhes dá acesso a vários tipos de assistência.</p> <p>Suriyye Juneid tem 7 filhos. Vive numa antiga loja abandonada, agora transformada em residência. O cartão ajuda-a a pagar a luz, a alimentação e os 20 euros de renda mensal. <em>“Antes de receber o cartão tinha de trabalhar na apanha de algodão. Agora posso ficar a tratar dos meus filhos”</em>, afirma.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Turkey?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Turkey</a> is the 1st refugee host country worldwide. 3.1M <a href="https://twitter.com/hashtag/Syrians?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Syrians</a> live here. ~1M get by with the help of <a href="https://twitter.com/hashtag/ESSN?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ESSN</a> EU Project, based on cash aid. <a href="https://t.co/R8mpzCkqFs">pic.twitter.com/R8mpzCkqFs</a></p>— Monica Pinna (@_MonicaPinna) <a href="https://twitter.com/_MonicaPinna/status/907683378903879680?ref_src=twsrc%5Etfw">September 12, 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>É o Programa Alimentar Mundial da <span class="caps">ONU</span> e os seus parceiros que implementam este projeto europeu no terreno. Parte do trabalho consiste em monitorizar as famílias para apurar se ainda necessitam do cartão e de que forma é utilizado o dinheiro.</p> <p><em>“É importante recolher os dados para corrigir eventuais erros, mas também para obter mais informações de forma a adaptar o programa às necessidades”</em>, declara Martin Penner, do Programa Alimentar Mundial.</p> <p>O programa europeu pretende alcançar 1,3 milhão de refugiados até ao final do ano. A implementação é feita com a ajuda do Crescente Vermelho e do governo turco. Mathias Eick, do Gabinete de Ajuda Humanitária da UE, salienta que <em>“o projeto reúne os princípios humanitários com a eficácia de estruturas públicas já existentes. Isso permitiu-nos alcançar rapidamente uma dimensão tão grande. O cartão é uma plataforma para diferentes tipos de ajuda. Podemos fornecer apoio financeiro para ajudar as crianças a irem à escola, por exemplo. É um projeto que rompe com os moldes tradicionais do apoio humanitário”.</em></p> <p>Fadi faz parte dos cerca de 30% de refugiados sírios que recebem algum tipo de ajudas sociais na Turquia.</p> <a data-flickr-embed="true" href="https://www.flickr.com/photos/euronews/albums/72157689424390315" title="Aid Zone 5 TURKEY"><img src="https://farm5.staticflickr.com/4397/37214897542_f15205380b_z.jpg" width="640" height="491" alt="Aid Zone 5 TURKEY"></a><script async src="//embedr.flickr.com/assets/client-code.js" charset="utf-8"></script>