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Catalães mantêm-se firmes no referendo pela independência

Tensão subiu na véspera deste género de "dia D" catalão e a enviada especial da Euronews antevê que a Catalunha vai mesmo avançar com a consulta popular

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Catalães mantêm-se firmes no referendo pela independência

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Barcelona centrou nos últimos dias uma série de manifestações a favor do controverso referendo deste domingo pela independência da Catalunha. Este sábado, centenas de pessoas voltaram a concentrar-se no centro da cidade condal mas a favor de uma Espanha unida a poucas horas do que poderá ser visto como o “dia D” da região.

Os manifestantes empunharam bandeiras nacionais e cartazes onde se lia “Catalunha é Espanha”. Alguns independentistas tentaram interferir e a tensão subiu à medida também que as forças policiais realizavam novas operações para tentar impedir a realização da consulta popular.

As autoridades encerraram 1300 escolas designadas como parte das 2315 assembleias de voto previstas para o referendo e ocuparam o centro de telecomunicações do governo catalão com o objetivo de bloquear o sistema informático que é usado para realizar sufrágios eletrónicos e divulgar escrutínios.


Após semanas de campanha pró e contra o referendo, os independentistas mantiveram-se firmes na vontade de se expressarem este domingo em relação à soberania da Catalunha apesar do Tribunal Constitucional ter decretado como ilegal este sufrágio popular regional.

Pais e filhos ocuparam centenas de escolas que vinham a ser preparadas como assembleias de voto. Estes ativistas pela liberdade de expressão catalã procuraram organizar atividades nas escolas para evitar o fecho das mesmas pela polícia e com isso tentar garantir a realização do referendo.


Alguns apoiantes mais arrojados da independência catalã levantaram torres humanas em várias das manifestações pacíficas pela realização do referendo.

O Conselho Geral do Poder judicial espanhol requereu, entretanto, à “Generalitat” (Governo autónomo da Catalunha) que “facilite todos os meios para que os tribunais de guarda na Catalunha prestem serviço desde as oito horas da manhã deste um de outubro.”


A acompanhar os acontecimentos nestes últimos dias na Catalunha esteve a jornalista Cristina Giner, do serviço espanhol da euronews. A nossa enviada especial conta-nos que “a Catalunha vai mesmo votar a independência apesar da forte tensão política e social entre os separatistas e os unionistas”. “A comunidade internacional tem os olhos na Catalunha e observa com inquietação este conflito”, conclui.