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Catalães mantêm-se firmes no referendo pela independência

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De  Euronews
Catalães mantêm-se firmes no referendo pela independência

<p>Barcelona centrou nos últimos dias uma série de manifestações a favor do controverso referendo deste domingo pela independência da Catalunha. Este sábado, centenas de pessoas voltaram a concentrar-se no centro da cidade condal mas a favor de uma Espanha unida a poucas horas do que poderá ser visto como o “dia D” da região.</p> <p>Os manifestantes empunharam bandeiras nacionais e cartazes onde se lia “Catalunha é Espanha”. Alguns independentistas tentaram interferir e a tensão subiu à medida também que as forças policiais realizavam novas operações para tentar impedir a realização da consulta popular.</p> <p>As autoridades encerraram 1300 escolas designadas como parte das 2315 assembleias de voto previstas para o referendo e ocuparam o centro de telecomunicações do governo catalão com o objetivo de bloquear o sistema informático que é usado para realizar sufrágios eletrónicos e divulgar escrutínios.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="es" dir="ltr">Porque no estamos solos, porque todos somos uno, porque todos somos España, por nuestra Democracia, por la legalidad… <a href="https://twitter.com/hashtag/EstamosporTI?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EstamosporTI</a> <a href="https://t.co/jMasullP3p">pic.twitter.com/jMasullP3p</a></p>— Policía Nacional (@policia) <a href="https://twitter.com/policia/status/914159854993985537?ref_src=twsrc%5Etfw">30 de setembro de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>Após semanas de campanha pró e contra o referendo, os independentistas mantiveram-se firmes na vontade de se expressarem este domingo em relação à soberania da Catalunha apesar do Tribunal Constitucional ter decretado como ilegal este sufrágio popular regional. </p> <p>Pais e filhos ocuparam centenas de escolas que vinham a ser preparadas como assembleias de voto. Estes ativistas pela liberdade de expressão catalã procuraram organizar atividades nas escolas para evitar o fecho das mesmas pela polícia e com isso tentar garantir a realização do referendo.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="und" dir="ltr">Actualitza’t l’App “On Votar 1-Oct” anunciada pel president <a href="https://twitter.com/KRLS?ref_src=twsrc%5Etfw"><code>KRLS</a> i podràs enviar-la per WhatsApp. Solucions contra la censura <a href="https://t.co/HhgXwdLTI3">pic.twitter.com/HhgXwdLTI3</a></p>— Govern. Generalitat (</code>govern) <a href="https://twitter.com/govern/status/914182936710303745?ref_src=twsrc%5Etfw">30 de setembro de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>Alguns apoiantes mais arrojados da independência catalã levantaram torres humanas em várias das manifestações pacíficas pela realização do referendo.</p> <p>O Conselho Geral do Poder judicial espanhol requereu, entretanto, à “Generalitat” (Governo autónomo da Catalunha) que “facilite todos os meios para que os tribunais de guarda na Catalunha prestem serviço desde as oito horas da manhã deste um de outubro.”</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center2><p lang="es" dir="ltr">El <span class="caps">CGPJ</span> requiere a la Generalitat que facilite los medios para que los juzgados de guardia en Cataluña abran a las 8:00 horas el 1-O <a href="https://t.co/jFT6oRQL9M">pic.twitter.com/jFT6oRQL9M</a></p>— Poder Judicial (@PoderJudicialEs) <a href="https://twitter.com/PoderJudicialEs/status/914199483499651072?ref_src=twsrc%5Etfw">30 de setembro de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>A acompanhar os acontecimentos nestes últimos dias na Catalunha esteve a jornalista Cristina Giner, do serviço espanhol da <b>euronews</b>. A nossa enviada especial conta-nos que “a Catalunha vai mesmo votar a independência apesar da forte tensão política e social entre os separatistas e os unionistas”. “A comunidade internacional tem os olhos na Catalunha e observa com inquietação este conflito”, conclui.</p>