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Parlamento Europeu vai debruçar-se sobre a situação na Catalunha

A União Europeia apoia o governo de Espanha.

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Parlamento Europeu vai debruçar-se sobre a situação na Catalunha

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A União Europeia apoia o governo de Espanha, mesmo se considera que o recurso à violência no referendo da Catalunha terá sido excessivo.

Esta a conclusão de uma conversa telefónica mantida esta segunda-feira entre o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o presidente do conselho europeu, Donald Tusk, e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.

Juncker teria ainda voltado a apelar ao diálogo como forma de resolver o impasse político.

Por seu lado, numa mensagem deixada numa rede social, Donald Tusk apelou à busca de formas de evitar o recurso à força.


O Parlamento europeu entretanto, votou a favor da realização de um debate sobre a Catalunha esta quarta-feira.

A proposta veio dos Verdes e do Grupo Esquerda Unitária que teceram duras críticas à atuação do governo espanhol.

A ilegalidade do referendo foi outra das questões discutidas.

“Foram as pessoas que organizaram o referendo que violaram a lei. É inconstitucional tal como o Tribunal Constitucional decidiu, o referendo é ilegal”, adiantou Elmar Brok, eurodeputado alemão do EPP.

O recurso à violência policial e os confrontos ocorridos durante o referendo de domingo reforçaram a necessidade de debater a situação na Catalunha.

Para Sophie In’t Veld, eurodeputada holandesa do ALDE, “muitas pessoas que assistiram aos acontecimentos consideram que houve excesso de violência por parte da polícia. Penso que é importante investigar isso, mas penso que é ainda mais importante que todos os partidos agora assumam a responsabilidade de recuar nesta situação”.

A jornalista da euronews, Isabel Marques da Silva, afirma a partir de Estrasburgo, “na conferência de líderes dos partidos políticos da semana passada foi bloqueado pelo centro esquerda e centro direita um pedido para discutir a situação na Catalunha mas depois da violência de domingo o segundo pedido do grupo dos Verdes e da Esquerda Radical acabou por passar e o Parlamento Europeu é a primeira instituição a colocar o tema oficialmente na agenda política”.