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Massacre de Las Vegas relança debate sobre as armas nos EUA

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Massacre de Las Vegas relança debate sobre as armas nos EUA

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As matanças repetem-se. O massacre de Las Vegas voltou a inspirar o debate sobre a livre circulação de armas nos Estados Unidos. Nas redes sociais as mensagens sucedem-se:

Barack Obama reagiu num tweet dizendo: “Michelle e eu rezamos pelas vítimas de Las Vegas. Os nossos pensamentos vão pas as respetivas famílias e de todos os que que passam por mais uma tragédia sem sentido.


Por seu lado, Hillary Clinton escreveu: “O nosso sofrimento não é suficiente. Podemos e devemos colocar a política de lado, enfrentar a NRA e trabalhar juntos para tentar impedir que isto aconteça de novo”.


De Donald Trump nem uma palavra. A secretária da Casa Branca para a imprensa, Sarah Huckabee Sanders, eludiu a questão: “É muito fácil para a senhora Clinton criticar. Acho que temos que nos lembrar que a única pessoa com sangue nas mãos é o atacante. E não é o momento de confrontarmos indivíduos ou organizações”.

Apesar do balanço cada vez mais cruel das vítimas destes ataques, a América continua dividida.

Mark kelly, o marido da antiga congressista democrata, Gabrielle Giffords – atingida no tiroteio de Tucson em 2011 e parcialmente incapacitada -, lançou um apelo junto ao Capitólio: “Apesar da violência doméstica mortal e sem sentido, relacionada com as armas; apesar de uma epidemia de suicídios evitáveis; apesar do problema das crianças que matam crianças e os seus pais, a resposta do Congresso tem sido não fazer nada – absolutamente nada. O mais incrível é que o Congresso está a trabalhar atualmente numa legislação que enfraqueceria ainda as nossas leis sobre as armas “.

Gabrielle Giffords articulou, no final, uma simples frase dirigida aos congressistas: “O país está a contar convosco”.