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Sociólogo diz que exército não é solução para violência na Rocinha

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Sociólogo diz que exército não é solução para violência na Rocinha

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A polícia militar realizou mais uma operação contra o tráfico de drogas na região da Rocinha, no Rio de Janeiro. A intervenção aconteceu apenas três dias depois da retirada das tropas do Exército da favela, que esteve mesmo cercada durante uma semana pelos militares. Nos últimos dias tem havido tiroteios, mas há quem pense que o exército não é a melhor resposta. O cerco aconteceu depois de vários tiroteios entre grupos rivais pelo tráfico de droga.

“A presença do exército não muda fundamentalmente nada. O exército não tem essa função. Ele está, de facto, em desvio de funções, fazendo isso. E a investigação que é fundamental para tentar melhorar o cenário não é uma competência do exército. Portanto, não é o exército que vai resolver o nosso problema”, afirma o sociólogo Ignacio Cano.

De acordo com o sociólogo, a segurança pública tem-se deteriorado no Rio de Janeiro nos últimos quatro anos, depois de ter tido vários anos positivos entre 2008 e 2012.

“Eu acho que a curto prazo o máximo a que podemos aspirar é à contenção de danos, tentar evitar operações policiais que aumentam os tiroteios, tentar reduzir os confrontos. Agora, na situação de crise económica e política que nós vivemos hoje, com a situação financeira e a falta de recursos, acho que não há uma nova política que seja possível a curto prazo”, disse Cano.