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FBI afirma que atacante de Las Vegas não tinha ligações a terrorismo internacinal

Pelo menos 58 pessoas morreram e 515 ficaram feridas no tiroteio reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

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FBI afirma que atacante de Las Vegas não tinha ligações a terrorismo internacinal

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O FBI norte-americano “desmente” a reivindicação do grupo Estado Islâmico, ao afirmar que o atacante de Las Vegas não tinha ligações ao terrorismo internacional.

A polícia da cidade prossegue a investigação ao tiroteio de ontem à noite quando o balanço de vítimas ascende agora a 58 mortos e 515 feridos, 150 dos quais se encontram em estado grave.

O grupo terrorista Estado Islâmico tinha reivindicado esta tarde o ataque, através do seu canal oficial AMAQ, apresentando o atirador como um dos seus combatentes, “convertido há apenas alguns meses”.

Durante uma nova conferência de imprensa, as autoridades de Las Vegas voltaram a sublinhar que o homem de 64 anos, identificado como Stephen Paddock, sem antecedentes criminais, teria agido sozinho mas de forma premeditada.

O responsável do FBI garantiu não ter qualquer elemento que permita estabelecer uma ligação entre o suspeito e o terrorismo internacional.

Paddock estaria alojado desde dia 28 de Setembro no seu quarto no 32o andar do hotel Mandalay Bay, onde ter-se-ia registado com documentação falsa ou pertencente a outra pessoa.

As motivações do atacante permanecem, no entanto desconhecidas, quando a polícia procedeu esta tarde a rusgas em duas residências do suspeito que vivia na localidade de Reno, no estado do Nevada.

O homem tinha sido encontrado morto no seu quarto de hotel, junto a 10 armas de fogo utilizadas durante o ataque, após disparar da janela, de forma indiscriminada, sobre os 22 mil espetadores de um concerto de música “Country”.

A polícia teria demorado mais de uma hora a intervir no quarto de hotel desde a primeira chamada para os serviços de urgência.

Segundo a imprensa norte-americana, Paddock estaria reformado e seria um frequentador assíduo dos casinos de Las Vegas. O homem, filho de Benjamin Paddock, um assaltante de bancos que chegou a figurar na lista dos “10 mais procurados do FBI”, teria igualmente efetuado várias transações bancárias nas últimas semanas.

Donald Trump reagiu esta tarde ao que considerou ser, “um ato de pura maldade” e deverá deslocar-se à cidade, na quarta-feira, depois de visitar Porto Rico esta terça-feira.

O presidente ordenou que as bandeiras sejam colocadas a meia-haste em todos os edifícios oficiais, em memória das vítimas.

Outros dois ex-presidentes norte-americanos, Barack Obama e Bill Clinton, falam de um ataque “insensato” ou “inimaginável”, nas respetivas contas nas redes sociais.

O antigo Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, recorreu igualmente às redes sociais para sublinhar, “isto não é normal”.

Trata-se do ataque mais mortífero desde os atentados de 11 de Setembro nos EUA, superando em número de mortos o atentado contra uma discoteca gay em Orlando, que provocou 49 mortos em Junho de 2016.

As reações de solidariedade multiplicam-se, entrentanto, nas redes sociais, como a do cantor Jason Aldean, cujo concerto foi interrompido bruscamente pelo tiroteio, eram 22h08 em Las Vegas.

Outros artistas norte-americanos juntaram-se, nas redes sociais, à vaga de solidariedade pelas famílias das vítimas, como as cantoras Rihanna e Taylor Swift.