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Macron defende reconhecimento de direitos curdos na Constituição iraquiana

Presidente francês ofereceu-se para estabelecer a ponte entre Bagdade e os curdos iraquianos. Macron insiste na necessidade de abrir a porta ao diálogo

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Macron defende reconhecimento de direitos curdos na Constituição iraquiana

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Paris propõe mediar a crise entre Bagdade e Erbil desencadeada após a a realização do referendo a 25 de setembro no Curdistão iraquiano. A proposta foi apresentada pelo chefe de Estado francês durante um encontro com primeiro-ministro do Iraque, em Paris. Um encontro marcado por apelos ao respeito da Constituição.

“Defendemos o reconhecimento dos direitos dos curdos no âmbito da Constituição (…) Existe uma maneira de respeitar os direitos dos povos, que permite preservar o quadro da Constituição e a estabilidade e integridade território iraquiano “ refere Emmanuel Macron.

O primeiro-ministro iraquiano insiste na necessidade de “preservar a soberania do Iraque no quadro da Constituição adotada por uma grande maioria da população em 2005 que une todos os iraquianos. Haider al-Abadi lembra que “os curdos também votaram e que o separatismo é um desvio da Constituição. Pelo que não é aceitável.”

De acordo com as autoridades curdas, a consulta popular de setembro registou uma taxa de participação superior a 70 por cento, mais de 90 por cento dos eleitores disseram “sim” à independência. Um referendo contestado pelo Iraque que interrompeu os voos internacionais para Erbil.