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Madrid aumenta a pressão sobre a Catalunha

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Madrid aumenta a pressão sobre a Catalunha

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O governo espanhol reage à decisão de várias empresas de abandonar a Catalunha, evocando o que considera ser a consequência de, “uma política irresponsável”.

Cinco dias após o referendo e na véspera de uma possível declaração unilateral de independência, o CaixaBank e a Gas Natural Fenosa somam-se à lista de empresas a recorrerem a uma modificação da lei, aprovada pelo governo, que permite a transferência da sede social das empresas sem passar pelo voto dos acionistas.

“Este governo vai sempre fazer o melhor para permitir a prosperidade económica da Catalunha, para permitir que as empresas cresçam e criem emprego. É muito triste ver a partida de tantas empresas importantes que transferem a sua sede social. A culpa não é das empresas mas de uma política irresponsável”.

Em paralelo, a Justiça prossegue a pressão sobre os responsáveis catalães, depois do chefe da polícia autonómica e dois líderes de grupos independentistas terem sido convocados pelo Tribunal da Audiência Nacional, acusados de sedição e desobediência.

Entre eles, o líder do movimento da Assembleia Nacinonal Catalã, Jordi Sanchez, afirma:

“Trata-se de uma estratégia do medo, uma atitude que o governo espanhol autorizou, condicionando as decisões de várias companhias, mas o mais importante é que essas companhias, se a Catalunha se tornar independente, vão continuar a poder beneficiar do mercado catalão como um dos seus maiores mercados e por isso terão que regressar à Catalunha”.

O governo regional catalão rejeita, no entanto recuar. O presidente da Generalitat agendou um discurso no parlamento para a próxima terça-feira às 18h00 sobre a “atualidade política atual”. Uma decisão anunciada depois do Tribunal Constitucional ter suspendido a sessão plenária de segunda, durante a qual poderia ser proclamada a independência do território.

Segundo os resultados finais do referendo, transmitidos ao parlamento catalão, esta sexta-feira, o SIM à independência obteve 90,1% dos votos com uma participação de 40%.