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Presidente do Comité Olímpico, Carlos Nuzman, pede demissão

Nuzman foi detido na quinta-feira por suspeita de corrupção e branquamento de capitais.

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Presidente do Comité Olímpico, Carlos Nuzman, pede demissão

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O presidente do Comité Olímpico do Brasil (COB), Carlos Nuzman, detido por suspeita de corrupção e branqueamento de capitais, anunciou a demissão.

“Para exercer em sua plenitude o meu direito à defesa, até agora violado, afasto-me, a partir desta data, dos cargos de Presidente do Comité Olímpico Brasileiro e de membro da Assembleia Geral do Comité Olímpico Brasileiro”, disse Nuzman, em carta enviada aos media e ao COB.

Carlos Nuzman foi detido na quinta-feira, no Rio de Janeiro, no âmbito da operação Unfair Play, ramificação da Lava Jato.






O seu braço-direito, Leonardo Grymer, também foi detido. Os dois são acusados de participar de um esquema de compra de votos para garantir que o Rio sediasse os Jogos do ano passado.

Na sexta-feira, o Comité Internacional Olímpico anunciou a suspensão provisória do Comité Olímpico Brasileiro. O CIO suspendeu também Nuzman de todas as suas funções e direitos de membro honorário e da comissão de coordenação dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Nuzman terá tentado esconder bens das autoridades

Os procuradores afirmam que Nuzman aumentou o seu património em 457% nos últimos dez anos e que tentou esconder os bens das autoridades.

Em setembro, as autoridades pediram o arresto mais de 270 milhões de euros do património do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, sócio de Nuzman, por implicação na compra votos no processo de eleição do Rio de Janeiro.

Com Lusa