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Human Rights Watch denuncia raptos e regresso da tortura policial à Turquia

Relatório de mais de 40 páginas foi divulgado esta quinta-feira.

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Human Rights Watch denuncia raptos e regresso da tortura policial à Turquia

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A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch revelou, através de um relatório divulgado esta quinta-feira, que tem conhecimento, devidamente documentado, de vários casos de tortura policial e de raptos, a par de provas crescentes de abusos de detenção, durante o último ano na Turquia.

A ONG alerta, de maneira preocupante, que várias pessoas acusadas de ligações ao terrorismo sofreram abusos durante a detenção. Os suspeitos da tentativa de golpe de Estado falhado de 2016, que começaram a ser julgados em maio deste ano, também são alvo da violência.


O documento de 43 páginas baseia-se em entrevistas realizadas com advogados e familiares dos detidos e na revisão das transcrições dos tribunais.

Números oficiais mostram que no ano passado mais de 150 mil pessoas, entre elas jornalistas do diário turco Cumhuriyet, estiveram sob custódia policial. As acusações prendem-se com ofensas terroristas, pertença a grupos armados e envolvimento na tentativa frustrada de golpe de Estado de 2016.