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Grupo de Visegrado exige o fim de "dois mercados alimentares na UE"

Líderes do quarteto querem que as marcas vendam exatamente os mesmos produtos em toda a União.

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Grupo de Visegrado exige o fim de "dois mercados alimentares na UE"

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Os primeiros-ministros do chamado grupo de Visegrado, que integra a República Checa, a Hungria, a Eslováquia e a Polónia, querem que Bruxelas saiba que não representam cidadãos europeus de segunda classe.

Uma ideia que também é válida quando se fala na qualidade dos produtos alimentares vendidos na União.

Num encontro, em Bratislava, os líderes de Visegrado exigiram que as multinacionais abandonem a prática de vender, com a mesma marca, produtos de qualidade inferior na Europa Central e Oriental.

Durante o encontro do grupo de Visegrado, a delegação da Eslováquia argumentou com casos práticos:

A delegação apresentou testes realizados a 22 produtos vendidos no mercado nacional, que foram comparados com os mesmos produtos, vendidos sob a mesma marca nos mercados alemão e austríaco. Em 22 produtos testados, 10 apresentaram grandes diferenças, entre ingredientes de qualidade inferior ou a utilização de menos ingredientes.

A conclusão dos eslovacos: falamos, em vários casos, num produto vendido com a mesma marca, mas que não é igual ao encontrado em países como a Alemanha ou a Áustria.

Para Hungria, as marcas são diferentes, mas os problemas são iguais. E a qualidade, quando comparada, também é inferior. A delegação de Budapeste apresentou outros testes, com resultados muito semelhantes.

Os industriais falam numa adaptação aos gostos locais, Uma desculpa difícil de engolir, diz o grupo de Visegrado.

Tomada de medidas perante as multinacionais do setor alimentar

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, exigiu uma tomada de atitude da parte de Bruxelas:

“A defesa do mercado interno é uma obrigação para a Comissão Europeia. Se a Comissão não nos proteger, temos de fazê-lo nós mesmos, a nivel nacional. Se a Comissão não der início a um processo, a Hungria vai fazê-lo”, disse o primeiro-ministro Orbán, em conferência de imprensa.

A Comissária Europeia para a Justiça, o Consumo e a Igualdade de Género, Vera Jourova, marcou presenca em Bratislava e disse que Bruxelas tomou nota das conclusões do encontro.