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Weinstein arrisca-se a perder Óscar

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Weinstein arrisca-se a perder Óscar

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A Academia norte-americana de Cinema reúne-se, esta sábado, para discutir o caso de Harvey Weinstein, galardoado com um Óscar pela produção de A Paixão de Shakespeare, em 1998, e agora alvo de uma investigação

Aos 65 anos, o norte-americano que produziu filmes como O Discurso do Rei ou O Paciente Inglês é acusado de assédio e chantagem sexual.

A academia responsável pelos Óscares que já qualificou a conduta do produtor de Hollywood, como “repugnante, abominável e antiética, não exclui a hipótese de o expulsar da instituição.

Quatro anos depois de homenagear o cofundador da Miramax – e da Weinstein Company – também a Guilda de Produtores da América se prepara para decidir o futuro de Weinstein na entidade.

Na quarta-feira, a BAFTA, Academia Britânica de Cinema e Televisão anunciou a suspensão da associação ao produtor de Hollywood.

Depois de um primeiro artigo do New York Times, revelar no início de outubro várias acusações de assédio sexual contra Weinstein durante três décadas, mais de 30 mulheres denunciaram a violência sexual de que dizem ter sido alvo, por parte do produtor norte-americano.

Num comunicado então enviado ao jornal, Weinstein admitiu o comportamento, pediu perdão, uma segunda oportunidade e acrescentou que tentava corrigir a forma de atuar há dez anos, com recurso a terapia.

Dias depois da notícia original, a revista New Yorker, numa investigação assinada por Ronan Farrow, revelou que três mulheres acusam Weinstein de violação, algo do qual a atriz Rose McGowan disse também ter sido vítima.

Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Mira Sorvino, Ashley Judd, Léa Seydoux e Asia Argento figuram entre as mulheres que denunciaram uma série de episódios diferentes, que vão desde presumíveis comportamentos sexuais abusivos a violações por parte do produtor.

Várias personalidades do mundo cinematográfico, como as atrizes Meryl Streep, Kate Winslet, Judi Dench e Jennifer Lawrence, que colaboraram profissionalmente com o produtor, vieram a público condenar o comportamento de Weinstein, vozes às quais se juntaram também a de atores como Colin Firth, Mark Ruffalo, George Clooney e Christian Slater.