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Madrid aguarda esclarecimentos da Catalunha

O apelo de Puigdemont à calma foi feito por ocasião da homenagem a Lluis Companys, antigo líder da região.

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Madrid aguarda esclarecimentos da Catalunha

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O líder catalão, Carles Puigdemont, apelou à calma este domingo quando faltam menos de 24 horas para o final do prazo concedido por Madrid para o líder catalão prestar esclarecimentos.

O apelo de Puigdemont foi feito por ocasião da homenagem a Lluis Companys, seu antecessor, encarcerado e mais tarde fuzilado pelo regime franquista depois de ter declarado a independência da República da Catalunha em 1934.

“Em nome do governo regional e de mim próprio, quero sublinhar o empenho na paz, civismo, serenidade mas também firmeza e democracia como a inspiração para as decisões que temos que tomar”, disse Puigdemont durante a cerimónia que decorreu no cemitério de Montjuic.

No discurso, Puigdemont responde a um comentário de um deputado do PP, partido no poder, que teria dito que “Puigdemont poderia acabar como Companys”, ou seja, executado.

“A figura de Companys ainda não recebeu do estado o tratamento digno que merece, pelo contrário, o partido que governa Espanha continua a menorizar aquele crime enquanto apoia com total impunidade os fascistas que participam em manifestações”, afirmou o líder catalão.

Puigdemont foi intimado a esclarecer esta segunda-feira perante Madrid se declarou ou não a independência da região na terça-feira passada. Caso Puigdemont confirme a declaração de independência, Madrid dá até quinta-feira para recuar ameaçando com a suspensão da autonomia da região.

O governo catalão afirma que 90% dos catalães votaram a favor da independência no referendo organizado no passado dia 1 de outubro. O governo central declarou o referendo como ilegal e a maior parte dos opositores da independência boicotaram o ato reduzindo a afluência às urnas para cerca de 43%.

De acordo com a Constituição espanhola, o governo central pode suspender a autonomia política da região em caso de violação da lei. Caso o chefe do executivo espanhol, Mariano Rajoy, decida invovar o artigo 155 da constituição, o governo catalão seria substituído por uma administração técnica e seriam convocadas eleições gerais no prazo de três meses.