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Mogherini vai a Washington defender acordo nuclear

A chefe da diplomacia da União Europeia, vai deslocar-se a Washignton, no início de novembro, para tentar convencer o presidente dos EUA a não pôr em causa o acordo nuclear com o Irão.

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Mogherini vai a Washington defender acordo nuclear

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A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, vai deslocar-se a Washington (capital dos EUA), no início de novembro, para tentar convencer o Presidente dos EUA, Donald Trump, a não pôr em causa o acordo nuclear com o Irão.

Federica Mogherini tem o apoio de todos os Estados-membros, que se reuniram, segunda-feira, no Luxemburgo, ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros.

“O plano de ação conjunto é um importante acordo na luta contra a proliferação nuclear. Queremos que União Europeia exerça pressão sobre o Congresso dos EUA para que essa instituição não coloque em causa o acordo”, referiu o governante francês, Jean-Yves Le Drian.


A União Europeia quer manter a todo o custo o acordo assinado em 2015, porque considera que tal ajudará a trazer o Irão para a mesa negocial noutras crises que se desenrolam no Médio Oriente.

Os 28 países da União estão também em sintonia no que se refere à Coreia do Norte, decidindo aumentar as sanções contra o regime.

“Existem ações específicas que estamos a levar a cabo, nomeadamente no que toca às remessas da diáspora norte-coreana, bem como no congelamento de bens e importação de produtos de luxo. São áreas em que a União Europeia pode intensificar a pressão sobre Pyongyang”, disse Boris Johnson, chefe da diplomacia britânica.


Estas medidas vão para além do que já havia sido decidio ao nível da ONU, em setembro, e incluem o alargamento da proibição do investimento em todos os setores económicos, o fim da exportação de petróleo e a descida de 15mil para cinco mil euros como teto para envio de remessas.

O enviado da euronews, Sandor Sziros, acrescenta que “é muito raro haver unanimidade no conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, mas os Estados-membros falam a uma só voz sobre dois grandes desafios: por um lado, manter o acordo internacional sobre o programa nuclear do Irão e, por outro, enviar uma forte mensagem à Coreia do Norte após a sua mais recente provocação”.