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Prémios RegioStars 2017 distinguem projetos regionais mais notáveis da Europa

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Prémios RegioStars 2017 distinguem projetos regionais mais notáveis da Europa

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Todos os anos, os Prémios RegioStars distinguem, em Bruxelas, os projetos mais inovadores e inspiradores financiados pela União Europeia e concebidos para melhorar a vida dos cidadãos através da criação de crescimento económico e de trabalho nas regiões do bloco comunitário.

Dos mais de cem candidatos apenas cinco enfrentam a votação final do júri selecionado pelo Comité das Regiões.

“[Selecionamos] os projetos que têm um impacto real na vida das pessoas. Estamos a falar do futuro da Europa e, na verdade, é o futuro da próxima geração. Eles mesmos constroem o próprio futuro com este tipo de projetos”, sublinhou, em entrevista à Euronews, Corina Creţu, a comissária europeia responsável pela Política Regional.

As cinco categorias da competição são: especialização inteligente para a inovação das PME’s, alterações climáticas, ensino e formação, municípios em transição digital e, pela primeira vez, empoderamento e participação ativa das mulheres.

“Estamos aqui para dar uma voz às coletividades territoriais. A confiança das pessoas é o ativo mais valioso para os políticos. Não temos poder para tomar decisões, mas devemos ouvi-las. Cada vez que a União Europeia decide algo que diz respeito às coletividades territoriais, a nossa opinião é obrigatória”, disse o presidente do Comité das Regiões, Karl-Heinz Lambertz.

O projeto de coordenação que criou uma rede de centros de Múrcia, Espanha, para melhorar a integração no mercado de trabalho e a inclusão social das vítimas da violência de género recebeu o prémio do júri e o voto da Internet.

“Nos últimos sete anos, cerca de 3600 mulheres aderiram ao nosso programa. Dessas, 2800 têm um contrato de trabalho. Mas o ponto fundamental é que as mulheres foram empoderadas para terem um novo trabalho com as mesmas condições que outras mulheres e pessoas”, explicou Alejandro Zamora López-Fuensalida, diretor-geral do serviço regional de Múrcia para emprego e formação.

Na categoria União da Energia: alterações climáticas, o prémio foi para um município finlandês que conseguiu uma rápida redução de CO2 entre 2007 e 2015.
Todos os edifícios públicos de Ii são agora aquecidos graças a energias renováveis e os funcionários municipais viajam em carros elétricos.

“Envolvemos os cidadãos no processo de design porque 68% das emissões de gases com efeito de estufa provêm da vida quotidiana. Por isso convidámos as pessoas a desenhar serviços connosco. Esta vontade de cooperação faz com que escutemos as pessoas, que observemos o que é para as pessoas sinónimo de uma boa vida”, revelou Kristina Nurmenniemi, gestora de projeto da Micropolis Ltd.

Um projeto verde na grande região rural croata de Split-Dalmácia recebeu um prémio na categoria de ensino e formação por treinar jovens agricultores na produção orgânica, criação de emprego e desenvolvimento de planos de negócio viáveis.

“Na Croácia temos muito terreno agrícola que não é utilizado. Todos os meus amigos têm um hectare de terra em algum lugar, nas ilhas ou no interior. Atualmente a tendência é que as pessoas querem voltar às zonas rurais. Querem voltar a trabalhar a terra em vez de partir para viver nas grandes cidades. Aproveitámos essa oportunidade para reduzir alguns dos nossos principais problemas: um é o desemprego, o outro é que temos muita terra disponível e queríamos revitalizá-la e começar a produzir comida”, referiu Jelena Petrov, assessora sénior, do desenvolvimento e coordenação, no condado de Split-Dalmácia.

Foi ainda premiada a iniciativa belga para dar oportunidades de trabalho e soluções tecnológicas às PME’s e o projeto alemão que integra saúde eletrónica e assistência de vida para os idosos.

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