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Catalunha volta a ser discutida nos "bastidores" da UE

Bruxelas é palco de intensos esforços diplomáticos sobre a crise na Catalunha, na véspera do mais recente ultimato apresentado pelo governo central espanhol ao governo independentista daquela província.

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Catalunha volta a ser discutida nos "bastidores" da UE

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Bruxelas é palco de intensos esforços diplomáticos sobre a crise na Catalunha, na véspera do mais recente ultimato apresentado pelo governo central espanhol ao governo independentista daquela província.

Na representação junto das instituições europeias, o conselheiro para as Relações Externas da Catalunha realçou a detenção de dois independentistas por incitamento à revolta contra o Estado.

“Há presos políticos atualmente na União Europeia. O que está a acontecer agora, na Catalunha, terá efeitos a longo prazo em todos os países europeus, nas sociedades europeias, na economia europeia e, principalmente, na credibilidade europeia”, disse Raül Romeva, em conferência de imprensa, quarta-feira.


Os líderes de duas organizações pró-independência, Jordi Sánchez e Jordi Cuixart, foram colocados em prisão preventiva, na passada segunda-feira, o que levou a uma nova onda de manifestações nas ruas de Barcelona.

O líder do partido socialista espanhol, a principal força da oposição, foi questionado sobre o assunto durante uma visita, a Bruxelas, para encontros com líderes das instituições europeias.

Pedro Sánchez não se opõe à medida, argumentando, junto dos jornalistas, que “há políticos que estão na prisão porque não respeitaram a lei, porque violaram a lei em vigor”.


A correspondente da euronews em Bruxelas, Ana Lázaro Bosch, acrescentou que “durante a visita a Bruxelas, Pedro Sánchez disse, ainda, que o líder do governo catalão tem duas opções para evitar a aplicação do artigo 155: dizer que não declarou a independência ou convocar eleições antecipadas”.

O artigo 155 da Constituição de Espanha permite que o governo central tome o controlo direto das instituições autonómicas da região.