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Daphne Galizia sem proteção policial há sete anos

FBI norte-americano deverá liderar a investigação.

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Daphne Galizia sem proteção policial há sete anos

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A polícia maltesa teria retirado a proteção permanente a Daphne Galizia há sete anos apesar das ameaças de morte de que era alvo.

A informação, avançada pelo jornal Malta Today , surge num momento em que prossegue a investigação ao assassínio da jornalista de investigação que tinha denunciado vários escândalos de corrupção no atual governo.

O presidente do parlamento europeu, Antonio Tajani, condenou hoje o assassínio, tendo convidado a família da jornalista, que acusou o governo de cumplicidade, a assistir à sessão plenária da próxima semana.

Nos Estados Unidos, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, evocou um “ataque cobarde”.

“Nós respondemos rapidamente ao pedido de assistência do primeiro-ministro e do governo de Malta, a polícia maltesa está em contacto com o FBI que está a fornecer assistência específica como foi pedido. Apelamos a uma investigação rápida, transparente e independente às circunstâncias por detrás da morte da Sra. Galizia.

Para lá do FBI e da polícia holandesa, a Scotland Yard britânica também se juntou à investigação às duas deflagrações, aparentemente provocadas por um explosivo de tipo militar, que vitimaram a jornalista de investigação, quando conduzia um carro de aluguer, na segunda-feira.

As equipas do FBI só deverão chegar ao terreno na quinta-feira, segundo algumas fontes, para assumir as rédeas do inquérito.

Junto ao tribunal de La Valetta, as homenagens sucedem-se, quando os jornalistas malteses realizam amanhã um protesto silencioso para pedir que seja feita justiça.