Última hora

Última hora

Novo pacote contra o terrorismo visa proteger cidadãos

Comissão Europeia apresentou um pacote de medidas para proteger cidadãos da ameaça terrorista.

Em leitura:

Novo pacote contra o terrorismo visa proteger cidadãos

Tamanho do texto Aa Aa

Num gesto simbólico, políticos, membros dos serviços de emergência e cidadãos afetados pelo terrorismo desfilaram em frente da Comissão Europeia no dia em que a instituição apresentou um pacote de medidas para proteger a União desta ameaça.

Uma das propostas é reforçar a prevenção contra a radicalização, como acontece no centro Bravvo, em Bruxelas.

“É muito difícil dizer que existem fatores absolutos para detectar que uma pessoa está, provavelmente, em grande risco de ser radicalizada e de adotar certos comportamentos. As coisas não são assim e devemos evitar qualquer estereótipo. É necessário ter uma abordagem adaptada a cada indivíduo que encontramos pela frente”, explicou Veerle Berx, técnica na associação, à euronews.


Bruxelas, mas também cidades de França, Reino Unido, Alemanha, Suécia e Espanha foram palco de ataques nos dois últimos anos.

O executivo comunitário apresentou, quarta-feira, novas orientações para os Estados-membros protegerem os cidadãos.

“Temos que aceitar que os terroristas não atuam sempre da mesma forma. Mudam o comportamento e adaptam os seus métodos. Por isso, devemos estar prontos a adaptar a nossa resposta”, disse Julian King, comissário europeu para a Segurança, em conferência de imprensa.


Essa resposta passa por quatro grandes eixos:

- Dificultar o acesso aos ingredientes para o fabrico de bombas

- Evitar a radicalização de cidadãos

- Reforçar a cooperação da Europol com países terceiros (Argélia, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Marrocos, Tunísia e Turquia)

- Aumentar a proteção dos espaços públicos

“Alguns Estados-membros já aplicam muitas das medidas apresentadas pela Comissão Europeia. Com este pacote, o órgão executivo comunitário tenta harmonizar as estratégias de combate ao terrorismo que, às vezes, são fragmentadas”, acrescentou Elena Cavallone, correspondente da euronews em Bruxelas.