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Líderes europeus do lado de Rajoy e não falam de mediação

Os líderes da União Europeia respeitam a decisão do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, de não querer discutir a crise na Catalunha e deram-lhe o seu apoio.

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Líderes europeus do lado de Rajoy e não falam de mediação

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Os líderes da União Europeia respeitam a decisão do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, de não querer discutir a crise na Catalunha e o tema não constou da agenda da cimeira, quinta-feira, em Bruxelas.

“Não escondemos que a situação em Espanha é preocupante. Mas a nossa posição, a das instituições e a dos Estados-membros, é clara: não há espaço de manobra para qualquer tipo de mediação, iniciativa ou ação internacional”, disse Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, na conferência de imprensa após a primeira parte dos trabalhos.


A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou hoje o seu apoio ao governo de Espanha frente aos independentistas na Catalunha, repetindo que a solução para a crise política na região terá de ter “como base a Constituição espanhola”.

Também à chegada à cimeira, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que este encontro fica marcado por “uma mensagem de unidade” dos vários países da UE para com Espanha.

Por seu lado, o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, advogou que se “encontre uma solução política, diplomática”, em que “toda a gente possa falar”, mas respeitando a Constituição espanhola.

“Há uma lei e uma Constituição que devem ser respeitadas”, disse o primeiro-ministro luxemburguês, salientando que “este é um assunto espanhol que deve ser gerido por Espanha”.

O Brexit é um dos temas mais fortes na agenda, primeiro com todos os países e, na sexta-feira, sem a presença da primeira-ministra britânica, Theresa May.

May disse esperar que o Conselho Europeu permita estabelecer “planos ambiciosos” para que as negociações sobre o Brexit ganhem um novo impulso nas próximas semanas.

O otimismo de May contrasta com as declarações, na véspera, do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que disse não esperar qualquer avanço e advertindo que só com “muito trabalho árduo” haverá progressos na próxima cimeira, em dezembro.