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Arábia Saudita defende regresso a um "Islão moderado"

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita quer mudar a imagem do país e tornar mais competitiva "uma das maiores economias do mundo"

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Arábia Saudita defende regresso a um "Islão moderado"

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Um Islão moderado, aberto ao mundo e a todas as religiões. É a aposta da Arábia Saudita para mudar a imagem do país e atrair investimento. Esta quarta-feira, o príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, anunciou um investimento de cerca de 420 mil milhões de euros na construção de uma cidade junto às fronteiras com o Egito e a Jordânia. O projeto insere-se no plano económico do país até 2030 com vista à diversificação da economia. Para lá chegar, o herdeiro do trono saudita propõe, também, uma mudança de mentalidades.

“70 por cento das pessoas da Arábia Saudita têm menos de 30 anos. Não vamos desperdiçar 30 anos da nossa vida a combater ideias extremistas. Vamos destruí-las imediatamente” refere Mohammed Bin Salman.

Palavras que o príncipe herdeiro saudita encara como um regresso às origens, ou seja, a “um islão moderado.” As declarações inserem-se num programa de reformas culturais e económicas, em curso, e ao abrigo do qual as mulheres sauditas foram, por exemplo, autorizadas a conduzir. As mudanças enquadram-se no novo modelo social entre os cidadãos e o Estado defendido pelo herdeiro do trono.