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Assédio sexual no Parlamento Europeu por investigar

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Assédio sexual no Parlamento Europeu por investigar

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Várias eurodeputadas invocaram, na quarta-feira, o slogan “Eu também”, que tem sido usado nas redes sociais para denunciar casos de assédio sexual de mulheres, ao qual o Parlamento Europeu não é imune.

Na quinta-feira será votada, na sessão plenária em Estrasburgo, uma resolução que pede uma investigação independente, mesmo que haja poucos casos a serem claramente denunciados.

“Sou uma mulher, é claro que já fui alvo disso. Não estou orgulhosa de dizer que, provavelmente, reagi como a maioria das mulheres: fiz cara dura, ignorei o que aconteceu, como se não fosse importante. Mas claro que é aborrecido, sentimo-nos humilhadas, é degradante”, disse Sophie in’t Veld, eurodeputada liberal holandesa.


O jornal britânico “The Times” noticiou que “mais de uma dúzia” de assistentes foram abusados por eurodeputados, sendo mencionado, explicitamente, o caso de um membro dos Verdes.

“Tomámos conhecimento de que um membro da família política dos Verdes assediou um assistente. Lidámos com isso convocando-o para uma reunião com outros membros, para lhe dizer que tinha de parar com esse mau comportamento”, afirmou Yannick Jadot, deputado ecologista francês.

Outros eurodeputados, pelo contrário, não têm pudor em afirmar que sempre foi assim e que não é um problema.

“Algumas mulheres gostam de ser molestadas, outras não. E os homens normais sabem quais são as mulheres que querem ser abordadas ou não”, disse Janusz Korwin-Mikke, independente polaco que, recentemente, fez comentários misóginos no plenário e teve de pagar uma multa.

A resolução exorta a Comissão Europeia a propor “medidas claras” para combater o assédio sexual no local de trabalho, entre outras medidas para combater o fenómeno.

Segundo a eurodeputada socialista espanhola Iratxe Garcia, cerca de 50% das mulheres europeias já foram vítimas de alguma forma de assédio sexual.