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União Europeia preocupada com protecionismo chinês

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União Europeia preocupada com protecionismo chinês

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O Presidente chinês Xi Jinping foi releito como secretário-geral do Partido Comunista Chinês numa plataforma que defende cada vez maior destaque desta potência na economia mundial, mas mantendo um elevado protecionismo interno.

Esta falta de reciprocidade preocupa a União Europeia, segundo o embaixador da União Europeia na China, Hans-Dietmar Schweisgut: “A questão do mercado mundial teve menos destaque no discurso do Presidente, em comparação com o passado. Agora ele fez mais menções ao papel do Estado”.


A China é o segundo maior parceiro comercial da União Europeia e, desde 2013, as partes negoceiam um Acordo de Investimento mais recíproco.

Embora a situação no setor dos produtos seja mais equilibrada, a China continua muito fechada no setor dos serviços, sobretudo financeiros.

“Sempre dissemos que a principal transformação que esperamos na China é que aceite abrir o seu mercado por forma a dar maiores oportunidades de investimento aos europeus, tal como as empresas chinesas já tem, atualmente, na Europa”, acrescentou Hans-Dietmar Schweisgut, numa entrevista à euronews, via Skype.


As principais exportações da União Europeia para a China são máquinas e equipamentos, veículos a motor, aeronaves e produtos químicos.

Mas, no geral, o bloco europeu continua a ter um déficie comercial com o gigante asiático e tendência não deverá inverter-se em breve, segundo o perito em assuntos asiáticos entrevistado pela euronews.

“Não é de esperar um requilíbrio, no sentido em que a China continuará a ser muito dependente dos mercados estrangeiros para as suas grandes exportação. De modo geral, isso é uma má notícia para a União Europeia”, explicou Jonathan Holslag, professor na Universidade Livre de Bruxelas.

Uma política que poderá estar para durar, já que a nova formação para o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, revelada na quarta-feira, não permite descortinar um herdeiro para Xi.

Os analisttas consideram que o Presidente terá aspirações a um terceiro mandato.