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Eurodeputados condenam assédio sexual no Parlamento Europeu

Uma resolução foi colocada a votação esta quinta-feira em Estrasburgo e, embora aprovada por larga maioria, teve dez votos contra

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Eurodeputados condenam assédio sexual no Parlamento Europeu

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O Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira a condenação de todas e quaisquer formas de violência sexual, lamentou a facilidade com que este tipo de assédio é por vezes tolerado e apelou à denúncia e à “tolerância zero” dentro da própria instituição.

A euronews falou com Edouard Martin, eurodeputado socialista francês cuja assessora já foi vítima de assédio e tem vindo a registar diversos casos do género para chamar a atenção para o que tem vindo a acontecer inclusive nos corredores da “sede” europeia.

“(Um dia) ela subiu ao escritório. Estava pálida e muito perturbada. Por isso, perguntei-lhe o que se passava e ela explicou-me que tinha sido encostada a uma parede e pressionada por um deputado, que lhe disse que ela era linda. Pretendia saber o nome dela, quem ela era e queria convida-la para um copo. Ela disse-me que já não era a primeira vez”, recordou o Edouard Martin.

Desde há três anos, sempre que alvo de um novo assédio ou ouve falar de algum caso similar, Jeanne Ponte regista-o num pequeno caderno.



A assistente de 27 anos do eurodeputado socialista espera convencer mais e mais vítimas a fazerem-se ouvir, embora reconheça que nem sempre é fácil pelo medo de perderem o em prego.

“Precisamos de perceber que algumas mulheres têm um contrato de trabalho e estão a lidar com assédio sexual ou mesmo violência sexual. Não é fácil levantarem-se e assumir que é preciso falar do assunto. Temos de criar um espaço integrado para que estas mulheres e estes homens possam falar”, defende Jeanne Ponte.

Uma resolução contra o assédio sexual nos corredores do Parlamento Europeu foi colocada a votação esta quinta-feira em Estrasburgo. A proposta foi aprovada com 580 votos a favor, 27 abstenções e… dez votos contra.