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Londres festeja "declaração Balfour" sob protestos palestinianos

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Londres festeja "declaração Balfour" sob protestos palestinianos

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O centésimo aniversário da declaração Balfour reabre as feridas entre israelitas e palestinianos em plenas celebrações do governo britânico.

A declaração, redigida em 1917 pelo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Arthur Balfour, representa o primeiro apoio de uma potência internacional à criação de um estado judaico na Palestina, então ocupada pelas forças otomanas.

Londres convidou o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu a assistir aos eventos agendados para esta quinta-feira, sob os protestos dos líderes palestinianos que exigem que o Reino Unido aproveite a oportunidade para pedir desculpas pelo texto que conduziria à proclamação de independência de Israel em 1949.

Em Dezembro, a primeira-ministra Theresa May tinha já justificado a importância da declaração, frente ao Grupo dos Amigos Conservadores de Israel:

“Trata-se de um exemplo do papel vital do Reino Unido na criação de uma pátria para os judeus e este aniversário vai ser marcado com orgulho”, “pois quando caminhamos nas ruas de Jerusalém ou Telavive podemos ver um país onde pessoas de todas as religiões e sexos são livres e iguais aos olhos da lei”.

O texto é, no entanto, denunciado como “devastador” pelo líder da autoridade palestiniana, Mahmoud Abbas, num artigo de opinião publicado na imprensa britânica .

Uma ativista britânica pelos direitos palestinianos afirma:

“Eu sou cristã mas apoio os palestinianos, não sou anti-judeus, mas penso que todos somos iguais e merecemos os mesmos direitos. O mundo inteiro que r paz e eu sou a favor da paz na Palestina”.

Na véspera do aniversário, milhares de palestinianos manifestaram-se contra a declaração Balfour em Belém na Cisjordânia, num protesto marcado por confrontos com a polícia israelita.

O artista de “street art” britânico, Banksy, assinalou também a data com uma encenação de um pedido de desculpas de Londres, frente ao muro de separação israelita e ao hotel aberto pelo artista junto ao símbolo da divisão entre israelitas e palestinianos.