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Asiáticos divididos sobre visita de Trump

Antes da visita de 11 dias, muitos asiáticos estão a comparar Trump com os líderes locais.

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Asiáticos divididos sobre visita de Trump

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Em Tóquio, as medidas de segurança estão a ser ensaiadas todos os dias para que nada falhe na visita do presidente americano Donald Trump.

Trump chega ao Japão este domingo. É o primeiro país que o presidente visita num périplo que o vai levar a vários países da Ásia/Pacífico e é o maior de sempre na região feito por um chefe de Estado americano. As opiniões, nas ruas, dividem-se: “Tenho dúvidas quanto à posição dele relativamente à Coreia do Norte e outros temas. Há coisas que me metem medo. Está a ficar próximo do primeiro-ministro Abe e não sei se isso é bom”, diz um homem japonês.

Na China, há quem veja em Xi Jinping um bom exemplo para Trump seguir. Para Zhao Yingran, gestora numa empresa de realidade virtual, “todas as políticas do presidente Xi são um bom exemplo do que Donald Trump deve fazer para fazer dos Estados Unidos novamente um grande país”.

O mesmo tipo de posição encontramos nas Filipinas, mesmo se Rodrigo Duterte tem sido muito criticado pela comunidade internacional: “Gosto dele porque apoia Rodrigo Duterte. O nosso presidente, com o apoio de Trump, está a fazer um bom trabalho”, diz Lorenzo Nakpil, arquiteto.

Na Coreia do Sul, que também vai receber a visita de Trump, o tema mais falado é a relação com o vizinho do norte: “Imaginando uma guerra, penso que a Coreia do Sul tem vantagem. Mas as consequências de uma guerra seriam prejudiciais para todos. Espero que o presidente Trump resolva a questão da Península Coreana através das negociações de paz”, diz um homem em Seul.

Se as medidas de segurança estão elevadas ao máximo, com 21 mil polícias suplementares só na zona de Tóquio, é porque nem todos gostam de Trump e há manifestações previstas em todas, ou quase todas as etapas do percurso.