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Produtores planeiam "matar" Kevin Spacey no pequeno ecrã

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Produtores planeiam "matar" Kevin Spacey no pequeno ecrã

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Os produtores da série de televisão “House of Cards”, da Netflix, estão a planear “matar” a personagem interpretada por Kevin Spacey. Na sequência do escândalo sexual que implicou o ator nos últimos dias, a Netflix decidiu cortar todos os laços com o ator norte-americano, de 58 anos, e fez saber que o futuro da premiada série apenas será possível sem o homem que dá agora vida a “Francis Underwood.”

Em comunicado, a plataforma de conteúdos digitais e para televisão fez ainda saber ter decidido “não avançar com o lançamento do filme ‘Gore’, que estava em pós-produção, interpretado e produzido por Kevin Spacey”. O filme será uma “biopic” de Gore Vidal, um escritor americano conhecido por ter escandalizado a ala mais conservadora da literatura americana no final da década de 1940 com um romance de teor homossexual, “A Cidade e o Pilar.”


Após terem surgido também denúncias de outros casos de assédio sexual protagonizados pelo ator nos bastidores de “House of Cards”, a produtora da série, a Media Rights Capital (MRC), decidiu, entretanto, suspender esta sexta-feira à noite o contrato de Kevin Spacey. Este será o primeiro passo para a retirada definitiva do ator da história de “House of Cards” e consequente despedimento.

“Enquanto prosseguimos com a investigação às graves alegações contra o comportamento de Kevin Spacey nos bastidores de ‘House of Cards’, ele foi suspenso, com efeitos imediatos”, informou a MRC, em comunicado, acrescentando “continuar, em parceria com a Netflix, a avaliar o caminho criativo para a série durante esta paragem.”

A revista Variety, especializada na indústria do entretenimento norte-americano, avança entretanto os planos em estudo para o futuro da série. O fim precoce de “House of Cards”, uma nova série a partir desta (“spin off”) ou a simples saída do ator estão em cima da mesa, com os responsáveis ponderar também os cerca de 300 trabalhadores contratados para pôr a série no ar e que não devem ser penalizados”:http://variety.com/2017/tv/news/house-of-cards-kevin-spacey-1202606647/ pela alegada má conduta da principal estrela da produção, lê-se no artigo.


A ideia em desenvolvimento passa por dar maior protagonismo à personagem de Robin Wright, “Claire Underwood”, a ambiciosa mulher da personagem de Spacey que chega à cadeira mais poderosa dos Estados Unidos. A Variety especula que a ideia pode ter siso inspirada na pergunta lançada pela atriz Jessia Chastain quinta-feira à noite nas redes sociais: “Poderá Robin Wright assumir agora o papel principal em ‘House of Cards’? Estamos prontos para isso.”


Spacey, de 58 anos, foi acusado no início desta semana de assédio sexual de um menor, num caso ocorrido 1986. O ator pediu desculpa e, na sequência, assumiu ser bissexual e estar atualmente a viver como homossexual. Mas outras denúncias mais recentes contra Spacey começaram a surgir e o ator começou a ficar isolado.

Na quinta-feira, Spacey foi descartado pela Agência Criativa de Atores (CAA, na sigla original) e pela representante de longa data Staci Wolfe. Na sexta-feira, uma outra investigação foi aberta em Londres a uma outra denúncia contra o ator norte-americano, vencedor de dois Óscares da Academia de Hollywood (“Suspeitos do Costume”, 1996, e “Beleza Americana”, 2000) cuja carreira está em queda livre apenas dois anos após ter ganho também um Globo de Ouro pelo papel interpretado em “House of Cards.”